O rock e metal estão repletos de músicas que exploram o tema da morte, mas nem todas lidam com a dor da perda de uma pessoa querida. Quando artistas encontram força para criar a partir deste lugar de sofrimento, lançam verdadeiros hinos de superação pessoal e coletiva, dando voz a um sentimento que pode parecer muito solitário. 

Ao listar os melhores álbuns lançados em 2021 até agora, a equipe do Wikimetal notou um tema comum em muitos dos discos escolhidos: perda e luto. Especialmente diante de uma pandemia mortal, que já levou a vida de mais de 500 mil pessoas apenas no Brasil, selecionamos sete músicas com essa temática que passam mensagens poderosas. 

Lacuna Coil – “My Spirit”

Escrita na noite de 14 de abril de 2010, quando Peter Steele, vocalista do Type O Negative morreu, a faixa lida com a dor da perda desse ídolo em comum para todos os integrantes da banda. “Foi um grande choque para nós”, comentou Cristina Scabbia sobre a faixa ao LouderSound

Alter Bridge – “In Loving Memory”

Parte do álbum de estreia da banda, “In Loving Memory” foi escrita por Mark Tremonti após a morte da mãe como forma de agradecimento por todo o amor compartilhado ao longo da vida. “Cresci em Detroit e, quando sinto uma brisa gostosa, me lembra do tempo que passei com minha mãe, quando era jovem e passava tempo com ela. Quando alguém que é muito próximo de você morre, você nunca sente como se tivessem ido embora, você ainda sente que estão em espírito e te protegendo”, contou o guitarrista ao FaceCulture. “Essa música me faz sentir melhor com a situação”. 

Avenged Sevenfold – “So Far Away”

O álbum Nightmare foi lançado alguns meses depois da morte de The Rev, baterista e integrante fundador do Avenged Sevenfold, por overdose acidental. O disco é marcado pelo luto da perda de um amigo e parceiro, sentimentos condensados na balada “So Far Away”, composição de Synyster Gates inicialmente pensada para homenagear o falecido avô do músico. 

Pearl Jam – “Last Kiss” 

Lançado em 1999, o single “Last Kiss”, do Pearl Jam, é um cover de Wayne Cochran. A música nunca se tornou sucesso com o artista original, supostamente escrita sobre um trágico acidente de carro que matou dois adolescentes durante um encontro romântico em 1962.

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The Pretty Reckless – “Harley Darling”

O quarto álbum de estúdio do The Pretty Reckless, Death By Rock And Roll, é altamente inspirado no processo de luto e depressão da cantora Taylor Momsen após perder dois grandes amigos: Chris Cornell e o produtor Kato Khandwala. Este último faleceu devido ao acidente de moto, o que inspirou a triste música de encerramento do álbum, “Harley Darling”, onde Momsen se direciona à moto Harley que tirou a vida de seu amigo e desabafa “você tirou tudo de mim e agora eu estou sozinha de novo”.

Slipknot – “Goodbye”

Após a morte de Paul Gray, em 2010, o Slipknot demorou quatro anos para lançar .5: The Gray Chapter, álbum dedicado ao baixista da banda. O projeto é completamente marcado pela dor do luto pela perda do amigo e integrante, mas a faixa “Goodbye” registra exatamente os sentimentos do dia da partida de Gray. “É especificamente sobre estar sentado em casa duas horas após receber a notícia, apenas chocado, completamente anestesiado e completamente sufocado com o que estávamos lidando”, contou Corey Taylor à Rolling Stone

Metallica – “Fade To Black”

Eleita a melhor música do álbum Ride The Lightning pelos leitores do Wikimetal, “Fade To Black” também está entre as mais tristes do metal para nossa audiência. Escrita em um momento de tristeza e fracassos para a banda, a faixa é uma despedida da vida. “É uma música de suicídio, e nós recebemos muita crítica por isso, como se os jovens fossem se matar por causa da música. Mas nós recebemos muitas cartas falando como as pessoas se relacionavam com a música, e como ela fazia eles se sentirem melhor”, explicou James Hetfield em entrevista.

Linkin Park – “One More Light”

Uma das músicas mais marcantes do Linkin Park definitivamente é o single “One More Light”, faixa-título do último álbum gravado com o vocalista Chester Bennington. De acordo com Mike Shinoda, a canção foi escrita como uma carta dedicada àqueles que perderam alguém, mas a música tomou um novo significado após a morte de Chris Cornell. No dia seguinte à triste notícia, o Linkin Park se apresentou no Jimmy Kimmel e Chester dedicou a canção ao amigo. Dois meses depois, o vocalista também viria a cometer suicídio, imortalizando a canção como uma homenagem à sua memória.

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