Há quatro anos os fãs de Deftones têm um único desejo: um novo disco do grupo. Agora, no ano caótico que tem sido 2020, finalmente eles terão seu desejo realizado. Ohms será lançado nessa sexta, 25, sucedendo Gore (2016), e aqui o Wikimetal te conta tudo o que sabemos do lançamento até agora.

A banda se juntou a um lendário produtor

Era apenas em fevereiro desse ano quando os fãs souberam da notícia que o Deftones recrutou o lendário Terry Date para produzir Ohms. Terry produziu os primeiros quatro álbuns do grupo – Adrenaline (1995), Around the Fur (1997), White Pony (2000) e o auto-intitulado de 2003 -, e já trabalhou com grandes bandas como Slipknot, Bring Me The Horizon e Slayer. Que portfólio, hein?

O disco será um experimento da banda com vários sons diferentes

Em uma entrevista à Kerrang! em 2019, o vocalista Chino Moreno revelou que Ohms tem sido uma das “fases mais divertidas” do grupo: “Nós estamos naquele modo em que estamos experimentando coisas completamente diferentes”, ele contou na época. “E é isso que faz a experiência ser divertida para a gente; não necessariamente ver qual será o resultado disso ou ver qual tipo de álbum estamos fazendo – mas sim deixar acontecer. Está sendo bom para a gente nesse nível.”

O nome do álbum é uma definição de como Chino Moreno enxerga o grupo

Moreno explicou a ideia por trás do nome Ohms, que é definido cientificamente como a relação entre a tensão de um volt e uma corrente de ampère, ou seja, a resistência elétrica entre dois pontos de um condutor.

Segundo o vocalista, Ohms é a justaposição do que a banda realmente é: “É esse equilíbrio e polaridade das coisas. Eu sempre descrevi a nossa banda como tendo esse yin e yang. Como pessoas, a música que fazemos, e as letras que eu escrevo, há sempre essa justaposição e essa é a beleza do que nós criamos.”

A faixa-título sumariza todo o conceito e som do disco

“Ohms” foi lançada com antecedência para os fãs sentirem o que vem por aí no disco, mas segundo Moreno, a faixa fará mais sentido quando ouvirmos o álbum na íntegra: “Como a última música no disco, ela é meio que cantada em retrospectiva — é olhar para trás não apenas em direção ao lote de canções que vem antes dela, mas às nossas vidas e aos nossos arredores. Os versos são reflexivos, mas o refrão meio que diz, ‘Sim é isso, mas isso’ — é dizer que o tempo vai mudar com as decisões que fazemos. É uma pergunta e uma resposta.”

“Parece que estamos em perigo quando a música começa com um riff que é todo angular e sujo, e aí de repente tudo se anima com o refrão. Esse é um bom escopo de onde esse disco está, e como uma música em geral do Deftones.”

Ohms terá dez faixas inéditas

Com dois singles já divulgados, o Deftones irá reunir no disco dez músicas, no total. Veja abaixo a tracklist completa:

1. Genesis
2. Ceremony
3. Urantia
4. Errorr
5. The Spell Of Mathematics
6. Pompeji
7. This Link Is Dead
8. Radiant City
9. Headless
10. Ohms

Teremos Stef Carpenter… Agora de verdade!

Gore teve pouco envolvimento do guitarrista Stef Carpenter, que, segundo ele próprio, “não tinha interesse em tocar no álbum”. Agora, a situação é bem diferente. Segundo Chino, durante a mesma entrevista à Kerrang! citada acima, o guitarrista se envolveu e se manteve animado com o projeto durante todo o processo.

“Ele se envolveu em Gore, sim (…) Com exceção das letras e da bateria, ele que escreveu sozinho o álbum. Ele só não estava totalmente conectado com o trabalho e não foi nada sobre o álbum específico e sim porque ele estava passando por umas coisas, e depois que o disco ficou pronto ele veio falar comigo e disse ‘Desculpa não ter estado tão disponível como poderia’ e eu fiquei tipo ‘Cara, você é meu irmão, eu entendo completamente’. Quando o disco saiu as pessoas sentiram que ele não tinha muito a ver com Stef mas agora todo mundo estava envolvido completamente e muito animado, isso é o que importa.”

Apesar da capa do disco ser um mistério, diversas teorias doidas se encaixam perfeitamente na arte… e aqui a nossa preferida (e a mais adotada pelos fãs)

Durante uma entrevista a uma rádio americana, o baterista Abe Cunningham contou que o processo criativo da capa do disco foi um tanto quanto diferente. O artista Frank Maddocks, que fez a capa de todos os álbuns do grupo desde White Pony (2000), foi ao estúdio conversar com os integrantes sobre algumas ideias que eles tinham:

“Tínhamos algumas ideias e estávamos conversando sobre elas para ver o que poderia sair daquilo para que ele pudesse criar algo legal. Então ele acabou voltando com algumas coisas e ficamos tipo, os olhos, cara, os olhos eram só… eles tem uma vibe dos anos 80 tipo o clipe ‘When Dover Cry’, do Prince.

Abe ainda comentou sobre a (bizarra) coincidência da capa do disco se sobrepor quase que perfeitamente com uma foto famosa do ex-baixista Chi-Cheng, falecido em 2013. “Tem umas teorias estranhas sobre os olhos e é meio louco. Tem uma foto de Chi que as pessoas têm compartilhado, e que é bem famosa, que eles têm colocado em cima [da capa do disco] e encaixa perfeitamente com os olhos. É uma coincidência e é bem doido se você parar para pensar nisso.”

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