O In Flames deixou claro que ainda sabe exatamente como incendiar o público brasileiro. O side show, marcado para a Audio Club após a confirmação da banda no Bangers Open Air (que acontece nos próximos dias 25 e 26), entregou uma performance eletrizante, aquecendo os motores para o festival de maneira épica. Os fãs, sedentos pela banda, foram presenteados com um espetáculo de energia e paixão que deixou todos satisfeitos e com a certeza de terem presenciado um show histórico.
Atualmente formado por Anders Fridén nos vocais, Björn Gelotte na guitarra, Chris Broderick na outra guitarra, Liam Wilson no baixo e Jon Rice na bateria, o In Flames subiu ao palco com uma precisão cirúrgica, unindo entrosamento, energia e sua essência, elementos que definem a banda há mais de três décadas. A abertura com “Pinball Map” foi devastadora. O refrão foi cantado em coro logo de início, e a ovação ao final mostrou que o público estava completamente entregue. Em seguida, “The Great Deceiver” e “Deliver Us” vieram acompanhadas de gritos de “hey”, que ecoavam pela casa toda, em um momento de arrepiar.
Quando “The Quiet Place” foi tocada, as rodas começaram a se formar com força e, dali em diante, o show ganhou outra dimensão. O famoso “olê, olê, olê… In Flames” surgiu espontaneamente, reforçando a relação especial dos brasileiros com os suecos. “In the Dark” trouxe um peso que fez a galera bater cabeça sem descanso, enquanto “Voices” literalmente tirou todo mundo do chão. Já “Cloud Connected” manteve a intensidade: mais um momento em que o público fez bonito e cantou alto, tornando difícil ouvir a própria banda.
Antes de “Trigger”, Anders Fridén parou por um instante, agradeceu a presença de todos e pediu para que guardassem a gritaria por um momento, a fim de cantar a música plenamente. O pedido foi prontamente atendido, transformando o refrão em um mar de vozes. A entrega dos fãs foi recompensada quando, antes de “Only for the Weak”, Anders perguntou: “Estão prontos para ficarem muito loucos?”. A resposta foi um “sim” estrondoso, tornando-a uma das faixas mais celebradas da noite. As rodas continuaram intensas durante “Meet Your Maker” e “State of Slow Decay”, especialmente na pista comum, mas foi em “The Mirror’s Truth” que Anders elogiou o Brasil como um dos países que mais curte metal no mundo e desafiou o público a provar isso. O resultado foi a maior roda da noite, um verdadeiro pandemônio.
Antes de “I Am Above”, a banda teve um breve momento para apresentar os membros, e vale destacar que as harmonias entre as guitarras de Björn e Chris permanecem marcantes, a voz de Fridén segue em excelente forma e a cozinha formada por Wilson e Jon Rice entrega precisão. Para encerrar a noite, tocaram “Take This Life”, com Anders Fridén se despedindo com um pedido: respeitar as pessoas, amar amigos e familiares, pois vivemos em um mundo louco. Um final épico e inspirador para seus fãs.
No fim das contas, a banda mostrou domínio total do palco, conexão com o público e um setlist que atravessa sua história de maneira impactante. O som consistente, robusto e coeso do In Flames se traduz inegavelmente no palco, manifestando-se em uma performance impecável de todos os seus integrantes. Se esse foi o aquecimento, os fãs mal podem esperar pelo festival.
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