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Death To All. Créditos: Divulgação

Death to All no Brasil: Faixas essenciais de ‘Spiritual Healing’ e ‘Symbolic’

Banda vem ao Brasil com turnê no final de janeiro

Texto por: Alessandra Felizari

No dia 20 de janeiro, o Death to All (formado por Gene Hoglan, Steve DiGiorgio, Bobby Koeble, e Max Phelps) trará ao Brasil a tour Symbolic Healing, executando na íntegra os icônicos álbums Spiritual Healing e Symbolic, dois títulos essenciais da discografia do Death. Para esta matéria, fizemos um panorama dos discos e destacamos 3 faixas essenciais em cada um.

Os álbuns Spiritual Healing (1990) e Symbolic (1995) representam dois momentos fundamentais na trajetória do Death, revelando a transição de uma banda ainda ligada ao death metal clássico para um projeto cada vez mais consciente, crítico e autoral sob a liderança de Chuck Schuldiner.

“Spiritual Healing”

Em Spiritual Healing, o Death começa a abandonar definitivamente o imaginário gore que marcou seus primeiros discos e passa a direcionar sua agressividade para críticas sociais, éticas e psicológicas. A faixa-título, “Spiritual Healing”, é essencial porque funciona como um manifesto dessa mudança: a música ataca a hipocrisia de líderes religiosos e a exploração da fé como mercadoria, ao mesmo tempo em que mantém a brutalidade característica da banda. 

“Living Monstrosity”

“Living Monstrosity” aprofunda esse viés crítico ao abordar o tema do abuso infantil e da negligência institucional, mostrando um Schuldiner disposto a usar o death metal como ferramenta de denúncia — algo ainda pouco comum no gênero à época. 

“Within the Mind”

“Within the Mind” se destaca por trazer uma reflexão mais introspectiva, tratando da perda de autonomia mental e do colapso psicológico, antecipando a virada mais filosófica que se consolidaria nos discos seguintes.

“Symbolic”

Se Spiritual Healing marca o despertar temático do Death, Symbolic representa sua plena maturidade artística. Em “Symbolic”, faixa que dá nome ao álbum, a banda atinge um ponto de equilíbrio raro entre técnica, melodia e agressividade. A música é essencial porque condensa a identidade final do Death: riffs complexos, estruturas elaboradas e uma carga emocional que transcende a simples violência sonora.

“Crystal Mountain”

“Crystal Mountain” surge como uma das composições mais emblemáticas da carreira de Schuldiner, atacando o fanatismo religioso e a manipulação ideológica com clareza, ironia e um senso melódico memorável. 

“Empty Words”

Por fim, “Empty Words” amplia o escopo crítico ao denunciar a superficialidade do discurso político e midiático, reforçando a preocupação do Death com verdade, linguagem e responsabilidade moral.

Essas seis músicas, vistas em conjunto, revelam a evolução do Death de uma banda brutal para um projeto artístico profundamente reflexivo. Spiritual Healing inaugura a consciência ética e social; Symbolic consolida essa consciência em uma linguagem musical sofisticada e emocionalmente densa. É justamente essa combinação de crítica, técnica e sensibilidade que torna essas faixas essenciais — não apenas dentro da discografia do Death, mas na história do metal extremo como um todo.

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