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Bruce Dickinson. Créditos: Marcos Vinicius Troian

Bruce Dickinson sobre cantores com problemas na voz: “Não são lendas”

Vocalista criticou músicos que continuam fazendo shows sem a mesma capacidade vocal de antes

Bruce Dickinson opinou recentemente sobre a realidade das turnês para músicos veteranos. Segundo o vocalista do Iron Maiden, cantores que seguem realizando shows mesmo quando suas cordas vocais já estão desgastadas, “não são lendas”.

Em entrevista à Kerrang!, Dickinson comentou sobre a situação e relembrou uma discussão recente com um jornalista sobre a saúde de Nicko McBrain, onde o profissional havia sugerido que, devido aos recentes problemas de saúde do baterista, lendas do rock que estão envelhecendo deveriam ser perdoadas e continuarem em turnê, independentemente da qualidade de suas performances.

“Eu disse: ‘Olha, tem um monte de cantores cujas vozes estão acabadas e todo mundo sabe disso.’ Ele respondeu: ‘É, mas eles são lendas.’ Eles não são lendas, p****. São pessoas que não conseguem mais cantar. Quando eles cantavam, eram lendas. Quando não conseguem mais cantar, deixam de ser lendas […] Eu não conseguiria subir ao palco se não achasse que era capaz. Não sei como as pessoas conseguem subir ao palco quando não dá mais”, afirmou [transcrição via TMDQA!].

Bruce Dickinson mantém rotina de cuidados para preservar a voz

Questionado como é sua preparação para sobreviver à rotina de turnês, Bruce Dickinson revelou que o maior desafio não é apenas a idade, mas sim a necessidade de uma preservação vocal rigorosa. “A regra de ouro é não falar. Falar usa músculos da garganta completamente diferentes dos usados no meu canto nos tons mais altos. Gritar em um bar ou conversar demais fora do palco é a maneira mais rápida de arruinar uma performance vocal. Eu perco cerca de três litros de água durante um show do Maiden, então a hidratação é fundamental”, explicou.

“Minha voz não é mais o instrumento brilhante e estridente de quando eu tinha 23 anos. Mas agora é uma voz vivida, o que me permite cantar faixas [de sua carreira solo] como ‘Rain On The Graves’ com muito mais profundidade”, concluiu.

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