Texto escrito pelo WikiBrother Lucas David

Marilyn Manson sempre foi um artista controverso. Ele é um dos grandes exemplos do “ame ou odeie” e, infelizmente, isso se intensificou com as acusações de assédio sexual e violência que surgiram nos últimos dias, como uma notícia da última quarta, 19, em que Ashley Walters, ex-assistente pessoal de Marilyn Manson, entrou com um processo contra o músico por discriminação sexual, assédio sexual, agressão sexual, interferência no exercício dos direitos civis em violação da Lei Bane, agressão sexual e inflição intencional de sofrimento emocional.

Muitos estão dizendo em comentários que já esperavam por isso, que as pessoas que se envolviam com ele deveriam saber que tais atos poderiam acontecer e de que deixaram de acreditar nas acusações, pois elas surgiram apenas agora e são muitas que nem parecem verdadeiras. É importante ressaltar que não devemos apoiar qualquer tipo de abuso que seja, e que tal atitude deve ser condenada, seja ela feita por um artista ou uma pessoa comum. As agressões físicas e mentais podem causar transtornos nas pessoas e isso é algo extremamente sério.

Com essas acusações Manson entra em uma área onde muitos músicos já foram colocados anteriormente, por diversos motivos: Phil Anselmo (Pantera) com seus comentários e saudações supremacistas, Jon Schaffer (Iced Earth) por ter participado da invasão ao Capitólio, ato que gerou vários feridos e mortos, Tom Araya (Slayer) por seu apoio ao ex-presidente Donald Trump, e a lista pode continuar por muito tempo. A questão é que as pessoas acabam julgando os indivíduos e isso afeta também a banda.

Os “canceladores” vão além dos atos das pessoas, e acabam crucificando a banda junto, só que isso acontece de uma forma seletiva. Mas como assim seletiva? É simples, essas pessoas escolhem quem será cancelado, sua escolha se baseia em preferências ou para tentar agradar o meio que está inserida. Cancelar o Burzum é fácil (mesmo que existam muitos que gostem da banda), mas e quanto a artistas que já usaram camisetas com suásticas (o Sepultura no início da banda tocava em lugares com essas camisas), o saudoso Lemmy que colecionava peças que foram usadas por nazistas, e até mesmo o Rammstein que está sempre cheio de polêmicas com suas letras.

Está muito claro que devemos separar obra artística e vida particular de músico. Deixe que os rockstars façam o que quiserem em suas vidas particulares, estamos preocupados com suas respectivas músicas e álbuns. Se fizer algo ilegal, que responda por seus atos. Jamais poderemos parar de dar crédito artístico a bandas como Motorhead, Slayer, Exodus, Sepultura, Megadeth, Behemoth e Pantera. Esse que vos escreve sempre foi e sempre será um fã de Marilyn Manson (a banda), e que sempre baterá na tecla de separarmos o artista da obra.

Se você ou alguém que conhece foi abusado sexualmente, existem recursos que podem ajudar. Disque 100 (canal de denúncia da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência) e pelo e-mail [email protected]

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