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Tim "Ripper" Owena e Bruce Dickinson, do Iron Maiden. Crédito: Brunno Salgado/John McMurtrie

Tim “Ripper” Owens diz por que Iron Maiden atrai mais fãs que o Judas Priest

Vocalista ainda falou sobre a postura das bandas em relação aos seus ex-integrantes

O ex-vocalista do Judas Priest, Tim “Ripper” Owens, lamentou a forma como a banda lida com seu próprio legado. O cantor comparou a gestão de seu ex-grupo com a estrutura do Iron Maiden e explicou a razão da disparidade de público entre as bandas.

Em entrevista ao site Whiplash.net, a postura das duas bandas em relação aos seus ex-vocalistas foi discutida após o músico ser questionado sobre o fato da Donzela de Ferro costumar tocar ao vivo músicas originalmente gravadas por Blaze Bayley, enquanto Rob Halford jamais cantou faixas do seu sucessor no Priest.

“Você está falando de bandas diferentes. Você está falando do Iron Maiden, que tem um ótimo empresariamento. Eles fazem excelentes jogadas de negócios. Eles estão em um nível superior. Já o Judas Priest, essa é uma banda que anunciou que faria shows com apenas um guitarrista anos atrás [antes de recuar da decisão]. Quero dizer, como diabos o Judas Priest vai para os palcos com um guitarrista só?”, disse [transcrição via Blabbermouth].

Tim “Ripper” Owens ainda comentou disparidade de público entre Judas Priest e Iron Maiden

Na mesma conversa, Owens citou a introdução de ambas as bandas ao Rock and Roll Hall of Fame e afirmou que há “uma razão” pela qual o Iron Maiden faz shows para 20 mil pessoas, enquanto sua ex-banda toca para apenas 5 mil.

“O Iron Maiden exige que o Blaze Bayley entre no Rock and Roll Hall of Fame [com o restante da banda]. O Judas Priest entra e a postura é praticamente: ‘Absolutamente não, o Ripper não vai entrar’. Então, o Maiden tem uma ótima equipe, e há uma razão pela qual eles tocam para 20.000 pessoas e o outro [Priest] toca para cinco [mil]. Essa é a diferença. Eis a resposta do porquê o Iron Maiden, que tem muito mais classe, toca as músicas do Blaze Bayley: porque eles as escreveram, eles as fizeram. Por que não tocariam?”, concluiu.

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