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Tim Ripper Owens. Créditos: Brunno Salgado

Tim “Ripper” Owens diz que foi “apagado” do Judas Priest

Vocalista falou sobre ausência dos álbuns gravados por ele nas plataformas de streaming

O ex-vocalista do Judas Priest, Tim “Ripper” Owens, falou sobre a frustração de não ver os álbuns que gravou com a banda disponíveis nas principais plataformas de streaming. O músico afirmou que a decisão de não publicar o material vem diretamente de seus ex-colegas e revelou que se sente “apagado” dentro da história do grupo.

Em entrevista ao site Whiplash.net, Owens falou sobre a ausência dos álbuns Jugulator (1997) e Demolition (2001) em serviços como o Spotify e Deezer. Segundo ele, apesar da indisponibilidade das músicas, elas continuam tendo boa recepção dos fãs quando reproduzidas ao vivo em seus shows solo e nas apresentações com o KK’s Priest – banda liderada pelo ex-guitarrista do grupo, K.K. Downing.

“O Judas Priest decidiu — a decisão foi deles e de mais ninguém — apagar os discos. Sabe de uma coisa? Tudo bem, mas se as pessoas quiserem ouvir as músicas ao vivo, elas podem vir aos meus shows solo”, explicou [transcrição via Blabbermouth].

Segundo ele, a banda detém a posse e o acesso aos arquivos para comercialização, mas opta por restringi-los a produtos de alto custo, como boxes especiais, por exemplo. Para o cantor, sua visão é que o Priest “não gosta” da ideia do material estar disponível tão facilmente.

“Não faz sentido não tê-las disponíveis para os fãs. Eles colocaram esses discos no box set recente que custava 500 dólares. Isso prova que eles têm acesso para lançar. […] Acho que eles se incomodam com isso e não gostam da ideia do material estar por aí”, pontuou.

Cantor afirmou que foi “apagado” da história do Judas Priest

Ao tentar explicar o motivo de sua era na banda estar esquecida, Owens citou a cultura do cancelamento e afirmou que, apesar de ter sido “apagado”, ninguém poderá tirar a diversão que teve no grupo, período considerado por ele como sua “faculdade”.

“Suponho que exista uma espécie de ‘cultura do cancelamento’ [wokeness] no metal também, não é? […] Agora estou simplesmente apagado. Mas eles não podem apagar a diversão que eu tive”, concluiu.

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