O vocalista e baixista do Destruction, Marcel Schmier, deu sua opinião sobre o uso de Inteligência Artificial na música. Para o artista, a ferramenta “rouba” os elementos da faixa original sem que o autor receba os devidos créditos.
Em entrevista ao podcast Rock Talk, Schmier foi questionado se sua banda usaria IA para compor e afirmou que o uso da tecnologia envolve uma série de problemas de direitos autorais. “Não. Música de IA é basicamente roubo, porque tudo o que eles fazem é pegar a fonte, que é a música original”, explicou [transcrição via Blabbermouth].
De acordo com ele, caso alguém faça uma música do Destruction, a IA usará partes originais e resultará em algo novo pelo qual a banda não receberá nada por isso. “Eles não pagam o artista, pegam as peças originais, juntam peças novas, e isso é um roubo completo em que o artista original não ganha nada. Então, se você criar uma música de IA sobre o Destruction, a IA usará 100% de partes de nossas músicas para criar algo novo e não nos pagará, e isso não é certo”, complementou.
Líder do Destruction ainda falou sobre uso de IA em capas de álbuns
Na mesma conversa, o líder do Destruction também falou sobre o uso de IA para criar capas de álbuns, algo que ele admite que deve se tornar um novo padrão na música. Apesar disso, Schmier destacou que sua banda prefere desenvolver suas artes da maneira tradicional.
“Estamos chegando à era da IA, onde tudo vai mudar. A IA já consegue criar capas boas o suficiente para todo mundo, e muitos artistas já estão usando. Para o Destruction, nós ainda trabalhamos com artistas reais que pintam as coisas e concretizam as suas ideias reais da forma que você quer. Mas acho que isso também vai mudar no futuro”, concluiu.
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