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Ricardo Confessori e Andreas Kisser, do Sepultura. Crédito: Divulgação.

Ricardo Confessori sobre turnê de despedida do Sepultura: “Fãs não são idiotas”

Baterista afirmou que banda pode estar usando termo “despedida” sem ter tomado uma decisão final de fato

Ricardo Confessori, ex-baterista do Angra e Shaman, criticou a forma como a despedida do Sepultura vem acontecendo e ainda deixou um alerta para a banda. Segundo o músico, anunciar uma turnê com esse peso sem cumprir de fato com a palavra pode causar um desgaste nos fãs.

Durante entrevista ao canal Ibagenscast, Confessori inicialmente não poupou comentários sobre a dependência das bandas em relação às turnês comemorativas. “Acho que já deu, né, cara? Já deu. Isso aí precisa fazer uma turnê, né? Só lembrar ali, ó: ‘Pô, que legal. Estamos comemorando’. Faz um show, de repente, um, né? Tá legal. Já virou um pouco de como é que se fala? Muleta, né? Muleta para ter assunto e tal”, disse [transcrição via Whiplash].

No entanto, ao ter o assunto direcionado para o Sepultura, o foco da conversa mudou, pois, segundo ele, a banda pode estar usando o termo “despedida” como forma de promover a excursão sem que uma decisão final de encerramento tenha sido tomada de fato.

“Os fãs também não são idiotas, né, cara? Você ficar falando ‘farewell tour’ e depois não fazer, né? Despedida, tal. Então, tem que ter um mínimo de coerência, cara. É só isso que eu falo”, concluiu.

Andreas Kisser não descarta shows do Sepultura após turnê de despedida

Em entrevista ao Metal on Tap, o guitarrista Andreas Kisser revelou que não descarta a possibilidade de realizar novos shows com o Sepultura no futuro. A banda brasileira encerrará suas atividades este ano com a conclusão da turnê de despedida Celebrating Life Through Death.

Na conversa, o músico respondeu se descartaria uma reunião com seus colegas de banda alguns anos após o fim da turnê. Kisser afirmou que é “irrelevante” se o término das atividades acontecerá de forma definitiva ou não.

“Cara, eu não descarto nada. É irrelevante dizer se [a aposentadoria] vai ser para sempre ou se vamos voltar. O importante é que vamos parar agora. Precisamos desse descanso, porque organizamos tudo em torno disso e precisamos de tempo para olhar em uma direção diferente”, explicou [transcrição via Blabbermouth].

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