O Ratos de Porão relançou o álbum Feijoada Acidente? – Brasil nas plataformas digitais. Originalmente lançado em 1995, o disco retorna ao catálogo como parte de uma ação de preservação da obra da banda, hoje formada por João Gordo, Jão, Boka e Juninho, ampliando o acesso de novas gerações a um dos títulos mais simbólicos de sua trajetória.
Criado em São Paulo no início dos anos 1980, o grupo construiu uma carreira marcada por crítica social e sonoridade agressiva, transitando entre punk, hardcore e metal. Nesse contexto, Feijoada Acidente? – Brasil ocupa papel decisivo ao revisitar músicas que moldaram a identidade do Ratos, em versões diretas e cruas, com produção mais robusta. O título faz referência bem-humorada a The Spaghetti Incident?, do Guns N’ Roses.
“Esse disco retornou a gente às raízes punk. A gente estava meio perdido porque tentamos carreira internacional e não deu muito certo. A gente tinha lançado ‘Just Another Crime in Massacreland’, um disco em inglês, bem gravado, bem produzido, mas era meio esquisitão, muita mistura de estilo que as pessoas não entenderam muito. E aí, voltar a tocar punk rock e hardcore foi extremamente importante pra gente retomar a nossa caminhada. E foi o primeiro disco do Pica-Pau. Depois desse lançamento veio um disco porradão que se chama ‘Carniceria Tropical’, explicou João Gordo.
O álbum também se destaca pela regravação de “Beber Até Morrer”, considerada definitiva e frequentemente citada como um marco da cena underground nacional. essa música eu fiz em um dia que estava bêbado, na casa de uma amiga. Quando eu acordei, a letra estava pronta em cima da mesa. Então ela representa, assim, um hino da banda. Na verdade, muita gente acha que beber até morrer é a solução, mas não é, cara. Acho que parar de beber depois de certo tempo é bem importante para a saúde, se quiser continuar vivendo uma vida mais legal aí, cara”, acrescentou o vocalista.
Nos últimos anos, o Ratos de Porão tem celebrado mais de quatro décadas de carreira com shows comemorativos que percorreram diferentes fases do repertório, marcando o retorno intenso aos palcos após a pandemia e reafirmando sua relevância histórica no rock brasileiro.
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