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Rush. Créditos: Reprodução/Instagram

Rush. Créditos: Reprodução/Instagram

Por que Rush nunca repete o mesmo setlist em todos os shows?

Banda volta ao Brasil após 17 anos em 2027 para realizar seis shows de sua turnê de reunião ‘Fifty Something’’

Rush, uma das maiores bandas de rock progressivo da história, retorna ao Brasil para 6 shows de sua turnê de reunião Fifty Something entre janeiro e fevereiro de 2027 — ingressos à venda no site da Eventim.

Acompanhados por Anika Nilles, Alex Lifeson e Geddy Lee virão ao país pela terceira vez na história do grupo para celebrar o legado do saudoso e inigualável baterista Neil Peart. 

Com shows que costumam ultrapassar a marca de 3 horas de duração, o trio consolidou um formato de setlist conhecido como An Evening With Rush, no qual dispensa atrações de abertura e passa a realizar dois sets completos na mesma noite. Além disso, o grupo não costuma repetir o mesmo repertório ao longo de uma turnê, trabalhando em um curioso esquema de rotação de músicas 

Para os fãs mais novos que assistirão à banda pela primeira vez, o formato pode surpreender. No entanto, para quem já acompanha o Rush há muito tempo, essa dinâmica é parte fundamental da experiência de uma apresentação do grupo canadense. 

Dois ou até três setlists diferentes na mesma apresentação do Rush

A partir de 1996, durante a turnê do álbum Test for Echo, a banda adotou o formato dos setlists alternados, batizados internamente de “Set A”, “Set B”, e podendo incluir às vezes, um “Set C”. Sua montagem acontece por meio de espaços pré-determinados , ou seja, clássicos como “Tom Sawyer”,”Working Man”  “Subdivisions”, “YYZ” e “The Spirit of Radio” são tocados todas as noites. 

No entanto, a banda deixa espaços no repertório para que faixas menos conhecidas sejam obrigatoriamente alternadas ao longo dos shows; Por exemplo, se na quinta música do setlist o trio toca “Entre Nous”, na apresentação seguinte, a música é substituída por “Circumstances” e assim por diante. Essa mudança exige que as faixas tenham afinações parecidas ou que o mesmo baixo de Geddy Lee seja usado, uma vez que a troca de instrumentos precisa estar sincronizada com a iluminação e os efeitos visuais no palco. 

Já para a atual turnê de reunião, o setlist é baseado em um catálogo central de mais de 40 faixas, fazendo com que o grupo chegasse a realizar cerca de 24 ensaios em apenas 27 dias.[via The Rush Forum]. Mais recentemente, em shows realizados nos Estados Unidos ao longo de outubro, o grupo reservou o segundo ato do show para tocar álbuns clássicos como Moving Pictures (1981). 

Para aguentar a longa duração dos shows, o Rush costuma realizar uma pausa de 25 minutos entre o primeiro e o segundo ato de suas performances. Enquanto a banda faz uma pausa e a equipe técnica faz ajustes no palco, os teloês costumam exibir vídeos humorísticos com os integrantes usando fantasias e fazendo piadas sobre si próprios. 

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