A posição do Iron Maiden em relação ao Rock & Roll Hall of Fame sempre foi de desprezo público. Bruce Dickinson chegou a afirmar diversas vezes que recusaria uma eventual homenagem. No entanto, uma nova declaração mostra que Paul Di’Anno, primeiro vocalista da banda, enxergava a situação de forma completamente diferente.
Durante entrevista ao programa Full Metal Jackie, o diretor Wes Orshoski, responsável pelo documentário Di’Anno: Iron Maiden ‘s Lost Singer, afirmou que o cantor sonhava em ver o Iron Maiden finalmente reconhecido pela instituição.
“Ele teria adorado. Muitos britânicos não têm muito respeito pelo Rock and Roll Hall of Fame. Eles não se importam muito com isso. Não é algo tão importante na cultura deles. Mas, um a um, você os vê participando das cerimônias e de todos os eventos que antecedem a cerimônia de indução. E todos saem de lá dizendo que foram pegos de surpresa e se emocionaram”, disse Wes [via Loudwire].
Natural de Cleveland, cidade onde fica o Rock & Roll Hall of Fame, Wes Orshoski afirmou que considera a ausência do Iron Maiden uma das maiores falhas da instituição. Segundo ele, o reconhecimento deveria ter acontecido anos atrás, quando Paul Di’Anno ainda poderia participar da cerimônia.
Ele continuou: “Adoro o Hall da Fama do Rock. É importante para mim. Tem significado para mim. Mas eles erram em muitas coisas. E não ter incluído o Iron Maiden antes era uma dessas coisas. Parece justiça que eles finalmente estejam lá. Há muita gente apoiando-os também. Mas eu adoraria que eles tivessem sido incluídos quando Paul ainda estava vivo, porque talvez as coisas tivessem sido diferentes. Talvez o Iron Maiden tivesse entrado. Ou talvez eles nunca tivessem tido a intenção de entrar. Não sei”.
Ao contrário de Bruce Dickinson, Di’Anno queria esse reconhecimento
Bruce Dickinson já classificou o Rock & Roll Hall of Fame como um “mausoléu” e declarou que recusaria uma eventual indução. Steve Harris também minimizou a importância da instituição em diferentes entrevistas ao longo dos anos. Já Di’Anno, segundo o diretor do documentário, desejava justamente esse reconhecimento.
“Eu adoraria que houvesse algum tipo de presença deles e, se eles tivessem estado lá há dois ou três anos, acho que o Paul teria ficado super orgulhoso de estar naquele palco com eles. Teria sido um momento incrível para o meu filme vê-lo subir ao palco pela primeira vez. Imagine se eu tivesse conseguido que ele finalmente ficasse forte o suficiente para, naquele dia, caminhar até o pódio e ficar de pé com uma bengala ou algo assim. Mas acho que teria sido um momento incrivelmente pesado para encerrar o filme”, disse Wes.
“[…] Nunca houve nada que celebrasse de verdade bandas como Iron Maiden, Motörhead ou todas as bandas góticas, como The Smiths, Joy Division, New Order e Echo & the Bunnymen. Então, sim, não sei, parece justo que eles estejam entrando lá e, apesar do que ele disse no filme, acho que ele teria adorado a atenção. Ele teria adorado a semana inteira de atenção. Paul adorava atenção. Paul adorava que as pessoas o amassem”.
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