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James Root e Marilyn Manson. Crédito: Reprodução/Instagrm

James Root e Marilyn Manson. Crédito: Reprodução/Instagrm

Jim Root responde fã sobre Marilyn Manson na turnê do Slipknot

Guitarrista também revelou detalhes do novo álbum e disse que está experimentando novas abordagen

James Root falou sobre a escolha de Marilyn Manson como banda de abertura para alguns shows da nova turnê mundial do Slipknot, intitulada (sic)est Stadium Tour.

O guitarrista do Slipknot publicou um vídeo em suas redes sociais na última segunda-feira, 28, mostrando seu equipamento com alguns amplificadores e escreveu: “É aqui que vou passar o resto do ano. Com estes amplificadores e algumas várias guitarras que vou colocar mais tarde. Porque, como já sabem… Estamos prestes a ficar muito ocupados”.

Em seguida, Jim respondeu a alguns comentários dos fãs, revelando mais detalhes sobre o próximo disco do Slipknot, sucessor de The End So Far, de 2022. Um fã afirmou estar curioso para saber como será o próximo álbum do Slipknot agora que a banda é independente. Ele também lamentou a escolha de Marilyn Manson e Kublai Khan TX como atrações de abertura da turnê de 2027 [via Loudwire].

Root afirmou que o Slipknot nunca permitiu que gravadora, empresário ou qualquer outra pessoa determinasse o direcionamento musical da banda. Sobre as bandas escolhidas para abrir os shows de 2027, o guitarrista explicou:

“Eu me mantenho afastado da logística de turnês e tudo mais. Me concentro em compor e em ser guitarrista… Então, perdoem minha ignorância sobre com quem fazemos shows. Há outras pessoas com cérebros muito maiores que o meu que coordenam tudo isso e, honestamente, não acompanho bandas novas ou músicas novas, etc. Estou preso ouvindo a mesma música que meus pais ouviam quando eu era criança”, disse ele.

Jim continuou: “E propositalmente não ouço nem presto atenção no que está ‘na moda’ ou no que está acontecendo no momento para não ser influenciado por nada. Se você faz parte da família, vai embarcar nessa jornada que começou há mais de 26 anos… Mesmo antes de eu entrar para a história. Se não, até mais!”.

A polêmica sobre as bandas de abertura

As duas bandas chegam à turnê do Slipknot cercadas por controvérsias de naturezas diferentes. Marilyn Manson enfrenta acusações de abuso sexual, violência doméstica e abuso psicológico feitas por várias mulheres desde 2021, alegações que ele nega.

Em 2025, a Promotoria de Los Angeles encerrou uma investigação de quatro anos sem apresentar acusações criminais contra o cantor. Em janeiro de 2026, um processo judicial movido por sua ex-assistente pessoal, Ashley Walters, foi reaberto e julgamento por júri popular está marcado para 15 de novembro de 2027.

Já o Kublai Khan TX passou a enfrentar críticas relacionadas ao vocalista Matt Honeycutt, após o cantor curtir uma publicação pró-Trump do influenciador Johnny Tsunami, figura que recebeu acusações de promover ideias extremistas dentro da cena hardcore.

O novo trabalho, sucessor The End So Far

O guitarrista também disse que a banda prepara um novo álbum com uma proposta diferente, experimentando novas abordagens, e avisou que o resultado pode “ferir alguns sentimentos”. Em resposta a um fã que comentou pedindo que ele criasse músicas “malignas, assustadoras, repugnantes e com groove”, Jim respondeu:

“Uma coisa muito importante para nós neste momento é não nos repetirmos. Isso vai magoar algumas pessoas. Estamos realmente experimentando abordagens diferentes… Não esperem outro álbum como Iowa ou um álbum autointitulado. Já estivemos lá. A vibe me parece honesta e verdadeira. É inquietante e me lembra das gravações do início da carreira. Não estou dizendo que isso significa que vai se traduzir no tipo de música que estamos criando ou no som/produção dela. Os primeiros discos tinham essa atmosfera. Isso é inconfundível com o Ross [Robison, produtor do Slipknot e do Iowa].

“Mas eles sempre soaram ‘lo-fi’ para mim. E alguns dos discos posteriores pareceram/soaram ‘superproduzidos’, com camadas demais de guitarra, etc. Não precisamos disso. E, dos 16 amplificadores que testei para gravar, Matt e eu escolhemos o que soava mais agressivo. Não necessariamente o que tinha o ‘melhor’ som, mas o que soava mais empolgante, mais vivo. […] Gravamos as faixas ao vivo no estúdio com Eloy [Casagrande, baterista]. Não fazíamos isso havia muito tempo, por vários motivos. Tudo é analógico e tocado. Todas as partes que precisam estar ali estão ali”, completou Jim.

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