Lançada na última semana, “NÓS SOMOS FAMÍLIA” marca a união entre o Suicidal Tendencies e o público brasileiro. A banda lançou uma versão de sua antiga música “We Are Family”, do álbum Freedumb (1999), mas agora com um diferencial.

Fernanda Lira (Crypta), João Gordo, Supla e Badauí (CPM 22) foram alguns dos nomes convidados a participar dessa nova música, que cria a expectativa para a vinda da banda norte-americana ao Brasil.

A turnê pelo nosso país se inicia nesta sexta e conta com cinco shows: Rio de Janeiro, no Sacadura, dia 12, São Paulo, no Rock Fun Fest, dia 13, Curitiba, no Tork N Roll, dia 14, Florianópolis, no John Bull Floripa, dia 16 e, por fim, em Belo Horizonte, no Mister Rock, dia 17.

Na última terça-feira, 09, Mike Muir, vocalista do grupo e também do Infectious Grooves, participou de uma coletiva de imprensa na cidade de São Paulo.

Durante a conversa, o portal Diário de Shows lhe perguntou a respeito do critério utilizado para selecionar quem participaria deste novo projeto, evidenciando os diferentes estilos que essas pessoas tocam, o que o músico explicou: “(…) E então, para nós, não foi tanto tentar encontrar pessoas específicas para traçar uma linha reta.

“Foram pessoas que tive a oportunidade, algumas, muitas, de conhecer. E obviamente pessoas que estavam dispostas a mudar suas agendas, o que é uma coisa totalmente diferente poder vir todos ao mesmo tempo. E com agendas, é difícil com bandas, família, todo esse tipo de coisa.”

“Então eu acho que como pessoa, meu desconforto é perguntar para alguém, porque eu odeio perguntar às pessoas ‘você gostaria?’ ou deixaria alguém desconfortável. Fiquei impressionado com o fato de tantas pessoas quererem fazer isso. E estamos entusiasmados em fazer isso. Então é uma sensação ótima.”

A revista Roadie Crew abordou o tema Brasil. Ao perguntar o que era a coisa que Muir mais gostava sobre o país, ele não poupou elogios, respondendo com “várias coisas”. 

“Uma delas remonta ao fato de meu irmão ser skatista profissional, então os primeiros brasileiros que conheci eram skatistas e outras coisas. Essa foi minha conexão original.”

Ele comentou também sobre o fato de algumas das viagens que fez em turnê serem um tanto quanto impessoais: “Vimos a beira da estrada. Você sabe, você está indo de uma cidade para outra. Você não conhece lugares. Você pode ir no mapa ou algo assim, mas quando você passa um tempo e conhece pessoas, você vê como realmente é.”

Com relação ao Brasil, ele considera isso uma coisa boa: “eu vi um lado diferente do que os turistas veriam. Conheci muitas pessoas que sei que se eu crescesse com eles, essas são pessoas de quem eu teria sido amigo para toda a vida. 

Ele falou também de orgulho: “há muitas coisas que em qualquer lugar do mundo, na América, em todos os lugares, há coisas que estão erradas. Poderia ser melhor. Mas esse orgulho realmente vem de um bom lugar.”

“E gosto que essa paixão venha de um bom lugar. Então, seja o football, nós chamamos de soccer, o que quer que seja, os skatistas, os surfistas, o que quer que eles façam, a fórmula 100, existe essa paixão aí, e existe aquela paixão com a qual as pessoas os seguem em um bom caminho.”

“E eu sempre gostei muito disso, enquanto acho que em alguns outros lugares é um pouco mais barulhento ou teatral. Este lugar é mais do coração, e eu gosto disso.”

“NÓS SOMOS FAMÍLIA” também é marcada por ser a primeira música do Suicidal Tendencies gravada com seu novo baterista, Jay Weinberg, ex-Slipknot. O Wikimetal realizou uma entrevista exclusiva com ele que pode ser conferida aqui.

A pergunta do Confere Rock foi justamente a respeito disso, o que Muir respondeu relembrando de uma turnê que a banda realizou com o Slipknot quando Weinberg havia acabado de assumir seu posto e teve uma interação com seu filho, Tyson. Anos depois, ele sugeriu a seu pai que o músico tocasse alguns shows com o Infectious Grooves, já que Brooks Wackerman, baterista também do Avenged Sevenfold, não estava disponível.

“E eu sei que Jay tinha acabado de fazer uma cirurgia e vi o clipe em que ele estava andando no início do ano. Eu falei, ‘acho que ele não consegue’. Ele falou, ‘acho que ele consegue’. Ele continuou fazendo isso e eu nem tinha o contato de Jay e consegui com o Robert [Trujillo] e escrevi para ele e disse, ‘como você está?’ E ele disse, você sabe, ‘bem’”. 

“E eu disse, ‘estamos fazendo esses shows. Você estaria disponível com Infectious Grooves?’ Ele disse, ‘eu adoraria fazer isso. Mas tecnicamente é um mês depois que devo estar pronto para tocar.’ E ele disse, ‘deixa eu ver.’ E então disse ‘conversei com meu médico e fisioterapeuta. Vamos tentar.’”

A ideia inicial não era que ele tocasse com o Suicidal Tendencies, ‘e eu pensei, não, não, não. Estamos apenas dando um passo de cada vez.’

“Mas obviamente com toda a circunstância, gravamos uma música com o Infectious, então pudemos estar no estúdio antes e tem sido ótimo tocar com Jay, absolutamente ótimo. E tê-lo no Suicidal e fazer a transição com isso tem sido incrível.”

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