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Sepultura e Chuck Billy. Crédito: Reprodução

Chuck Billy fala da tentativa frustrada de ser vocalista do Sepultura

Cantor do Testament participou do teste para substituir Max Cavalera em 1997

Chuck Billy, vocalista do Testament, falou sobre uma oportunidade que poderia ter mudado sua carreira: a audição para assumir os vocais do Sepultura após a saída de Max Cavalera, em 1996.

Em entrevista ao podcast Mostly Yelling, o músico revelou que perdeu a vaga porque entregou sua gravação tarde demais. “Bem, eu acredito muito que as coisas acontecem por um motivo, e eu me atrasei. Entreguei minha demo tarde demais. E achei que tinha feito um bom trabalho. Eles gostaram, mas também disseram: ‘Poxa cara, obrigado por enviar, mas já escolhemos [Derrick Green o atual vocalista]’. Então eles já tinham tomado a decisão quando eu entreguei. Mas foi divertido fazer. Naquele momento — não me lembro se fiz antes ou depois do álbum Demonic do
Testament, mas devíamos estar compondo a música naquele ano anterior. Então acho que foi nessa época, porque era nosso primeiro álbum pela Atlantic e éramos livres. […] As coisas definitivamente estavam mudando naquela época”, disse o vocalista [transcrição via Blabbermouth].

Na época, o Testament enfrentava um período turbulento. A banda havia encerrado seu contrato com a Atlantic Records e passava por mudanças na formação. Billy admitiu que procurava uma alternativa mais estável para sua carreira.

“Bem, eu não sabia o que estava procurando. Talvez algo mais estável. Quer dizer, estávamos nos separando, perdendo todos os caras originais. A cena estava mudando. Talvez eu estivesse procurando algo estabelecido, com futuro, que eu gostasse. Então, me arrisquei. No fim, como sempre, as coisas acontecem por um motivo. Eu estava destinado a chegar atrasado e não conseguir a vaga, porque toda aquela música do Testament não teria sido feita anos depois. E se eu tivesse entrado na banda [Sepultura] naquela época e ficado doente [com câncer] em 2001? Teria sido uma história completamente diferente”, confessou ele.

Em 2015, Andreas Kisser falou sobre a audição de Billy para a banda durante uma participação no
programa The Jasta Show. “Chuck gravou os vocais sobre a versão demo de uma música nova do Sepultura chamada ‘Choke’… Porque enviamos a versão instrumental de uma música nova para os vocalistas em potencial gravarem seus vocais. Não queríamos ninguém cantando ‘Roots [Bloody Roots]’ ou ‘Refuse/Resist’ , porque não queríamos um clone. Queríamos alguém que trouxesse novas ideias, que levasse o Sepultura para um caminho diferente, para um nível diferente. E Chuck Billy fez isso… Ele usou mais o estilo vocal gutural em sua fita de audição. […] Então ele fez um ótimo trabalho. Mas, você sabe, ele é Chuck Billy ; ele é o Testament. Queríamos alguém novo”, revelou o guitarrista do Sepultura.

O futuro de Chuck Billy e Testament

Chuck Billy está prestes a lançar sua autobiografia, Holding My Breath: The Two Testaments of Chuck Billy. O livro chega em 10 de novembro de 2026 pela editora Permuted Press. A obra reúne histórias sobre a formação do Testament, os primeiros anos do thrash metal da Bay Area e os desafios enfrentados pelo cantor ao longo da carreira. Billy também aborda sua luta contra o câncer, sua herança indígena e mexicana e a importância da espiritualidade durante sua recuperação. O livro conta com prefácio de Rob Halford, do Judas Priest, e posfácio de Randy Blythe, do Lamb of God.

O Testament, um dos nomes centrais do thrash metal da Bay Area, chega ao Brasil para a turnê mundial do aclamado Para Bellum, de 2025, o 14º álbum de estúdio. A banda confirmou turnê pela América Latina para novembro e dezembro com as bandas Municipal Waste e Immolation. A turnê passará por Curitiba (05/12), São Paulo (06/12), Limeira (08/12), Belo Horizonte (10/12) e Rio de Janeiro (13/12). Os ingressos estarão à venda nesta quinta-feira, 08, a partir das 12h.

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