A trajetória do Black Pantera nos últimos anos vem sendo marcada pela presença em grandes festivais e shows ao redor do Brasil. Um deles aconteceu neste sábado, 16, como banda de abertura para o show do Korn, que também conta com Spiritbox e Seven Hours After Violet na line-up.
Formado em Minas Gerais, o trio consolidou espaço no heavy metal nacional ao unir thrash, hardcore e punk com letras sobre racismo, desigualdade e resistência. Nesta apresentação, o Black Pantera manteve um repertório centrado nos trabalhos mais recentes, sem deixar de lado músicas que ajudaram a construir a identidade do trio, como a famosa “Fogo nos Racistas”.
Por mais que seja um show ao qual os fãs de Black Pantera já estão acostumados – direto, sem muitos excessos de produção – é notável que a plateia sempre os recebe com emoção. Plateia essa que chegou cedo mas enfrentou dificuldades para entrar no estádio a tempo, devido à revista minuciosa nos portões do Allianz Parque. Anteriormente, a produtora do evento já havia anunciado que o fluxo de entrada poderia apresentar lentidão, pois a revista procuraria evitar a entrada de rojões e sinalizadores.
“O principal problema ficou na falta de sinalização do final exato da fila de cada portão. Por isso, eles começaram a segurar o fluxo de pessoas a serem revistadas. Vi apenas o final da primeira banda, o Black Pantera, o que acaba frustrando a experiência de quem gostaria de ver tudo. Se eles já pensavam em seguir esse protocolo de segurança tão à risca, o ideal seria abrir os portões antes do horário ideal, pois evitaria que muitas pessoas ficassem de fora dos primeiros shows”, relatou o fã Vitor Melo, que demorou 1h10 para conseguir entrar e chegou ao final do show do Black Pantera.
Apesar do contratempo que o público enfrentou, o show teve o que já era esperado: rodas intensas, coros constantes e forte participação nas faixas mais políticas. Entre uma música e outra, os integrantes mantêm os discursos contra o preconceito e em defesa da diversidade dentro da cena pesada.
Mesmo em apresentações como esta, em que o foco está nos shows principais das bandas estrangeiras, a resposta do público foi calorosa, mostrando uma conexão construída ao longo dos últimos anos. E mesmo quem nunca assistiu a um show do trio mineiro ou não os conhece, abraçou a causa pelo orgulho de ter uma banda brasileira abrindo um show gringo.
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