Jack Osbourne voltou a falar sobre a decisão de sua família em lançar um avatar digital de seu pai, Ozzy Osbourne, após a série de críticas de que a iniciativa seria um “caça-níquel” e mancharia o legado do cantor. Segundo ele, o anúncio original foi mal executado e admite a culpa por isso.
Em entrevista ao podcast Great Company With Jamie Laing, Jack afirmou que a informação foi divulgada publicamente quando todos tinham acabado de descobrir o funcionamento da tecnologia. “Nós tínhamos acabado de descobrir como essa coisa funcionava, que iríamos fazer isso, e acho que eu não estava devidamente preparado para explicar de forma adequada o que isso realmente era. Acho que as pessoas pensaram que a próxima coisa seria Ozzy Osbourne vendendo celulares. Não”, contou [transcrição via Ultimate Classic Rock].
Ideia do projeto é manter controle da imagem póstuma de Ozzy, afirmou Jack
De acordo com ele, a motivação do projeto é manter o controle da família sobre a imagem póstuma do Príncipe das Trevas, bem como citou que equipes de demais grandes da música, como Bob Marley e Michael Jackson, também fazem o mesmo.
“Muitas pessoas estão fazendo isso agora. Criando o modelo de IA e a impressão digital de quem quer que seja — seja do meu pai, ou a equipe do Bob Marley, que também está fazendo isso, e a equipe do Michael Jackson, que está fazendo o mesmo. Ao criar essa impressão digital, você acaba sendo dono da propriedade intelectual digital e da imagem daquela pessoa. É para lá que as coisas estão indo. Não é diferente de dizer: ‘Quero ser dono das imagens do meu pai. Quero ser dono da propriedade intelectual dele'”, afirmou.
O filho de Ozzy Osbourne concluiu: “É apenas outro caminho. E o fato de a IA ser o que é, ela não vai a lugar nenhum, não vai mudar. Foi nossa escolha dizer: ‘Ei, devemos estar à frente disso, e não devemos ficar na retaguarda, para ter esse novo pilar de entretenimento devidamente garantido'”
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