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Amy Winehouse. Crédito: Divulgação

Amy Winehouse. Crédito: Divulgação

6 clássicos do rock que Amy Winehouse cantou: The Beatles, Oasis e mais

Cantora faleceu em 23 de julho de 2011, aos 27 anos, deixando um legado que atravessou gerações

Quinze anos após sua morte, Amy Winehouse continua sendo uma das vozes mais marcantes da música britânica. A cantora faleceu em 23 de julho de 2011, aos 27 anos, deixando apenas dois álbuns de estúdio, mas um legado que atravessou gerações.

Embora tenha se tornado conhecida pelo soul, jazz e R&B, Amy também nutria uma forte ligação com o rock. “Meu irmão ouvia coisas como Sonic Youth, Pearl Jam e Therapy, bandas do tipo ‘quero morrer’ mesmo. Eu tive uma breve experiência com isso, devia ter uns nove anos – aí descobri Salt-n-Pepa e pensei: ‘Agora sim, encontrei minha música”, revelou ela em entrevista ao The Guardian, em 2006.

Ao longo da carreira, ela gravou versões de músicas de bandas e artistas que admirava, revelando outra faceta de seu repertório. O Ultimate Classic Rock reuniu algumas dessas interpretações.

“A Message to You Rudy,”, de Dandy Livingstone

A versão ao vivo de Amy Winehouse para “A Message to You Rudy” destaca a forte ligação da artista com o ska e o 2-tone, sendo a faixa original de Dandy Livingstone popularizada pelos The Specials. A performance foi apresentada em festivais como Glastonbury e Rock in Rio Madrid.

“Don’t Look Back in Anger”, do Oasis

Apesar da qualidade do vídeo, Amy Winehouse surpreende ao interpretar “Don’t Look Back in Anger”, clássico do Oasis, com a personalidade e a intensidade que marcaram sua carreira. A cantora despertava admiração até mesmo entre grandes nomes do rock. Em 2022, Noel Gallagher relembrou Amy ao falar sobre os efeitos da fama.

“A fama pode ser muito cruel com as pessoas. Eu sempre uso a história de Amy Winehouse, uma garota adorável do norte de Londres. De repente, ela lança aquele álbum [Back to Black], se torna uma estrela mundial, a fama a atinge como um caminhão e ela não consegue se manter no topo”, disse ele ao Pub Talk, em 2022.

“Quinn the Eskimo (The Mighty Quinn)”, de Bob Dylan

Amy Winehouse também interpretou “Quinn the Eskimo (The Mighty Quinn)”, de Bob Dylan, durante a mesma apresentação em que dividiu o palco com Paul Weller e Same Moore, em “I Heard It Through the Grapevine”. A admiração entre os artistas era mútua. Bob Dylan chegou a elogiar Amy anos após sua morte. Em uma entrevista concedida em 2017, o cantor a definiu como “a última verdadeira individualista”, destacando sua personalidade única e sua autenticidade como artista.


“All My Loving”, do The Beatles

Amy Winehouse também colocou sua identidade em “All My Loving”, um dos clássicos dos Beatles. Sua interpretação deu uma nova dinâmica à canção e mostrou como a cantora conseguia transitar com naturalidade por diferentes estilos sem perder sua personalidade. Paul McCartney encontrou Amy apenas uma vez, em 2008, três anos antes da morte da artista. Anos depois, em entrevista à GQ, o ex-Beatle relembrou o encontro e revelou um arrependimento que carrega até hoje.

Segundo McCartney, ele já sabia que Amy enfrentava problemas com drogas e álcool. “E eu sabia que ela tinha um problema. Acabei apenas dizendo ‘oi’, ela respondeu ‘oi’, mas depois pensei que deveria ter corrido atrás dela — ‘Ei, Amy, escuta, você está ótima, eu realmente espero que você…’ — e dito algo que quebrasse o desespero. E ela se lembraria e pensaria: ‘Ah, sim, estou bem, tenho uma vida para viver’. Mas sempre ficam esses pequenos arrependimentos”, relembrou McCartney à GQ em 2018.

“Hey, Little Rich Girl”, do The Specials

Em agosto de 2009, Amy Winehouse subiu ao palco com o The Specials durante o V Festival, realizado em Chelmsford, na Inglaterra. A participação foi mantida em segredo e surpreendeu até os próprios integrantes da banda.

Segundo o baixista Horace Panter, a cantora estava nos bastidores acompanhando o show quando o vocalista Terry Hall decidiu convidá-la para cantar “You’re Wondering Now”. Os demais músicos só descobriram a participação no momento do anúncio. Winehouse era grande fã dos Specials e fez covers em diversas ocasiões ao longo de sua carreira, incluindo “Hey, Little Rich Girl”.

“Beat It”, de Michael Jackson

Amy Winehouse também interpretou “Beat It”, um dos maiores sucessos de Michael Jackson. A cantora apresentou duas versões da música em outubro de 2006, mostrando mais uma vez sua disposição para revisitar clássicos de diferentes estilos. A admiração de Amy por Michael Jackson vinha desde a infância. Em entrevista ao The Guardian, em 2004, ela contou que cresceu em uma casa onde o cantor era tratado como um ídolo absoluto.

“Sabe como é, ou você cresce numa casa onde o Michael Jackson era o rei ou numa casa onde o Prince era o rei. Para mim, era o Michael Jackson. Eu nunca conseguia decidir se queria ser o Michael Jackson ou casar com ele. Não me importo com o que as pessoas dizem sobre ele agora, porque ele é um gênio do caralho. Ponto final! Ele foi roubado da infância, por isso se cerca de crianças. Quando você está perto de crianças, você pode ser uma criança também e fingir que a vida é mágica e que você não precisa ser uma daquelas pessoas suadas indo trabalhar todos os dias. Eu entendo perfeitamente o que ele está fazendo.”

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