Confira o depoimento

A vocalista Alissa White-Gluz chamou a atenção de diversos veículos de notícias na semana passada por sua declaração contando sobre a sua saída da banda The Agonist. Alissa, que fundou a banda em 2004, disse ter sido traída pelos ex-colegas de banda após ter tentado conciliar sua carreira no Arch Enemy e no The Agonist. Leia aqui a sua declaração.

Agora, o guitarrista do The Agonist Danny Marino postou uma longa declaração contando o seu lado da história. Confira o trecho inicial do texto, que foi publicado na íntegra pelo Blabbermouth:

“Por mais que a gente tenha tentado evitar um debate público que só gera drama e negatividade, nós sentimos que os recentes comentários de Alissa não podem ficar sem resposta. Nós sentimos que não temos escolha a não ser discutir a traição que ocorreu, assim como os problemas manipuladores e não-profissionais de Alissa, assim como sua falta de respeito por nossos fãs, equipe e produtores, e seus acessos de instabilidade que nos afetaram no estúdio e em turnês, e as decisões de bastidores que resultaram na nossa escolha em mudar de vocalista

Quando a Alissa fala que nós traímos ela, ela convenientemente esconde a triação que durou um ano (ou talvez mais) que aconteceu antes. Ela oficialmente aceitou entrar no Arch Enemy sem nos contar. Eles começaram a escrever um álbum, planejar turnês, fazer planos de negócios sem consultar a gente. Muitos meses depois ela nos disse que estaria entrando em outra banda mas que isso não afetaria os planos do The Agonist e que nós não deveríamos nos preocupar. Nos meses que se seguiram, nós pedimos diversas vezes que ela falasse o nome da outra banda ou qualquer outra informação, mas ela nos dizia que não poderia nos falar. Depois de alguns meses, nós desistimos de perguntar e só questionávamos sobre disponibilidade de turnês, e ela mesmo assim dizia que não poderia dizer. Estávamos no escuro, frustrados, e falamos isso pra ela. Tivemos uma reunião séria sobre como nós não poderíamos ficar no escuro mais. Nesse ponto, nós tínhamos shows e festivais marcados para o ano seguinte e ela não poderia falar se estaria disponível para eles. Ela finalmente concordou em pedir mais detalhes para a outra banda misteriosa. Ela voltou dizendo que precisaria cancelar toda a turnê planejada e o nosso primeiro festival Europeu. Ficou claro que nós ficaríamos a mercê da turnê da outra banda para sempre.

Até esse ponto, a pedido dela, nós não tínhamos falado para ninguém sobre essa outra banda. Nosso empresário, agente e gravadora ainda não sabiam de nada. Mas com essa nova informação nós pelo menos precisávamos falar para as pessoas que trabalhavam com a gente, para saber como proceder. Eu liguei para a nossa gravadora e expliquei tudo. Eu não falava com eles fazia tempo porque nosso último álbum tinha mais de dois anos e eles estavam esperando que a gente gravasse outro ainda. Eu pedi desculpas por ele não saber de tudo isso mas expliquei como a Alissa entrou em outra banda que não poderia nos falar nada, e agora precisaríamos atrasar a gravação de nosso álbum, cancelar a turnê de festivais e interromper qualquer compromisso. A reação deles foi de total choque e confusão. ‘Como assim ‘uma banda misteriosa?’ Eu achei que vocês estavam por dentro desse plano todo. Ela nos disse que vocês estavam ok com ela tirando um tempo para fazer a turnê do Arch Enemy’. A Century Media não estava no escuro. Aliás, eles foram importantes durante toda mudança de line-up e eles achavam, porque Alissa disse para eles, que todos nós estávamos 100% de acordo e que sabíamos de tudo isso. Depois de me recuperar do choque eu questionei por quanto tempo ela ficaria ocupada. Ele respondeu ‘muito’. E quando eu perguntei sobre se a gente deveria esperar por ela ele me respondeu ‘eu não esperaria’. Depois de ligar pro nosso empresário da época e explicar tudo, ele também concordou que por causa de tudo isso não deveríamos confiar que ela dedicaria o tempo que precisaria para a banda continuar na ativa e bem-sucedida.

ESSA foi a traição dela. Ela estava jogando dos dois lados para ter o bolo e poder comer. Ela não pensou nas outras quatro vidas da banda e suas aspirações”

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