Longa vida a Phil Campbell e Mikkey Dee. Eternidade a Lemmy.”

por Rafael Masini

Eu conheci o Motörhead quando eu tinha 13 anos e um amigo me emprestou um disco. Era um disco ao vivo com uma capa maravilhosa. O que me chamava a atenção era que a iluminação era feita por um avião de ferro que estava acima da cabeça dos músicos. Estou falando do incrível “No Sleep`Til Hammersmith”. Na minha ignorante inocência e viciado em “Ride The Lightning”, pensei: “Será que o James já escutou essa banda?”

Hoje 30 anos depois me vejo diante do gigante “Bad Magic”.

Comprei no iTunes e sinto falta do CD na mão. Mas faltam poucos dias para isso acontecer. Dia 12 de setembro já terei comprado o físico e pesado álbum.

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De cartão de visita, Lemmy já mostra que sua saúde é de aço e não se poupa na eletrizante Victory Or Die. Momentos maravilhosos como o dueto Lemmy e Mikkey Dee, batera e voz pra balançar a cabeça.

E sem respiro o disco segue no velho e conhecido timbre de baixo e uma energia de garotos por Thunder & Lightning, Fire Storm Hotel, essa com voz dobrada no refrão, e a ordem do chefe antes do solo de Phil: “Burn”.

Então a bateria reina e anuncia o inicio de Shout Out All Of Your Lights, música com refrão maravilhoso, daqueles fortes, pra arrancar a garganta nos shows.

É então que ele aparece. The Devil. E aparece em forma de rei, o solo de guitarra é assinado por Brian May. É de roubar a alma.

Em Teach Them How To Bleed Lemmy parece não respirar entre uma frase e outra. Brilhante.”

Electricity e Evil Eye são duas músicas de um pouco mais de 2 minutos cada. O suficiente pra deixar claro o quanto o Motörhead é atual, rápido e agressivo e que sabe fazer a receita com ingredientes novos e turbinados.

É assim também em Teach Them How To Bleed, musica com refrão que vai crescendo e que Lemmy parece não respirar entre uma frase e outra. Brilhante.

Chega então a “balada” Till the End. Linda, com a distorção ligada no refrão e um solo de cantar com a boca. Música pra acender isqueiro e chorar berrando junto com nosso gentil Lemmy.

Tell Me Who To Kill, Choking On Your Screams e When The Sky Comes Looking For You mantém o pulso no final do disco. Não deixam a bola cair. Deixam o ouvinte e os fones com gostinho de quero mais e lamentando o fim do play.

E chega então a musica 13. Sympathy For The Devil. Uma levada forte de batera faz a base para a voz e o ataque de guitarra dão a agressividade. Talvez na minha opinião o disco poderia terminar sem ela. Apesar do Motörhead dar uma cara nova e pesada para a música com solos impressionantes de Campbell, a minha antipatia por Rolling Stones faz eu preferir não escutar o tão bem executado cover.

Sou um grande fã de Motörhead e me sinto presenteado com esse disco. Competência e respeito por uma legião que eles conquistaram ao longo dessas décadas. Um disco pra escutar muitas vezes, e gostar cada vez mais.

Longa vida a Phil Campbell e Mikkey Dee.

Eternidade a Lemmy.

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