Ele conta que após o ocorrido o fundador ofereceu um emprego a ele

Um ex-funcionário da revista americana Rolling Stone acusou o fundador, Jann Wenner, de abuso sexual no trabalho.

Jonathan Wells conta que resolveu expor Wenner após saber da acusação feita pelo jornalista Ben Ryan. Ryan disse que o fundador da revista ofereceu um contrato de 25 artigos em troca de favores sexuais.

Segundo o Buzzfeed News, Wells conheceu Wenner em uma festa em 1983. Os dois passaram a noite bebendo e usando drogas quando Wenner sugeriu chamar uma prostituta.

Após sua saída, Wenner aproveitou que Wells estava deitado e foi para cima dele. “Ele estava me beijando, mas sabe, coisas normais, beijando meu peito. Eu lembro dele ter colocado seu pênis em minha boca. Eu me senti indefeso e fui embora logo que ele dormiu”, conta Wells.

Pensando que era gay, Wells ainda teve relações sexuais com Wenner duas vezes após o ocorrido mas logo percebeu que estava errado, pois nunca tinha sentido atração por um homem.

Durante esse período, Wenner ofereceu Wells um emprego como editor na Rolling Stone Press, a editora de livros da revista. Wells conta que nunca precisou fazer uma entrevista para o cargo e revela que quando resolveu terminar o relacionamento com Wenner, perdeu o emprego.

Wells conta para o Buzzfeed que ele sempre considerou o ocorrido um abuso mas passou todo esse tempo tentando esquecer o que aconteceu. Agora, ele se sentiu obrigado a compartilhar sua história após tantas acusações públicas.

Em uma declaração ao Buzzfeed, Wenner conta que acreditava que seu relacionamento com Wells era mútuo e consensual, “Estou triste em ouvir que é assim que ele se lembra daquela noite, porque é diferente do que eu me lembro.”

No início de Dezembro, a Penske Media comprou parte das ações da revista por $100 milhões (aproximadamente R$325 milhões). Wenner continuará sendo o diretor editorial.

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