Entrevista à Metal Hammer

O líder do Judas Priest Rob Halford falou em uma entrevista à Metal Hammer sobre como se assumiu gay, como é ser um ícone da cultura gay e sobre a estética do Judas Priest. Confira suas declarações:

“A experiência [de se assumir] em termos da pressão envolvida, é algo que todo gay passa. Se sentir isolado e sentir que você é a única pessoa do mundo que tem esse tipo de sentimento. Naquela época não se falava dessas coisas. Não era falado na mídia, nas séries de TV. E para mim não foi até os meus 20 anos de idade que eu senti que eu era parte de algo maior, sabe?

Eu acho que eu usava minha música para trabalhar com toda a agressividade e depressão reprimida que eu sentia, como todos usamos música para extravasar. Eu sei que ainda é duro hoje em dia, mesmo com todo apoio da cultura popular, ainda há muita intolerância com a homossexualidade no Reino Unido. Eu sei que é mais fácil, mas continua difícil, especialmente no mundo do Heavy Metal. Mas apesar disso, eu gosto de pensar que eu desmoronei esse mito em particular.”

Sobre ser um ícone gay:

“Eu acho que quando você é reconhecido por isso, é algo que você não espera. O principal é que eu sou um cantor em uma banda de Heavy Metal. Só porque minha opção sexual não é considerada tradicional, por algum motivo isso atrai o interesse da mídia. Eu acho divertido até que eu não tenho absolutamente nenhum relacionamento com a mídia gay – não que eu esteja procurando isso. Eu nunca foi contatado por nunca publicação assim, acho que é porque o Heavy Metal ainda é visto pela mídia em geral como uma coisa muito ‘macho’, um ambiente masculino, que a mídia gay ainda trata com certo distanciamento.”

O vocalista foi questionado também sobre a estética do Judas Priest, que pode ser identificada com a estética gay:

“Eu nunca considerei isso, para ser honesto com você. Quando nós trouxemos essa imagem para a nossa música foi puramente para enfatizar a conexão da música com o visual – Nós soamos assim então nos vestimos assim. Eu sempre achei irônico que certa parte da cultura gay escolhe se vestir desse jeito. Eu não sou muito disso. Acho que cada um tem que usar o que funciona para si mesmo, sabe? E eu sou o que você chamaria de um gay mais convencional.”

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