Confira mais um texto escrito por um de nossos WikiBrothers:

Já no meio do show, meu pescoço já mostrava sinais de cansaço pela batalha sendo enfrentada. Mas foi só ouvir One começando que a energia voltou a 100%.”

Por Mauricio Oliveira

Creeping Death
For Whom The Bell Tolls
Ride The Lightning
The Memory Remains
Fade To Black
That Was Just Your Life
The End Of The Line
The Day That Never Comes
Sad But True
Cyanide
One
Master Of Puppets
Battery
Nothing Else Matters
Enter Sandman

BIS:
Die, Die My Darling (Misfits cover)
Phantom Lord
Seek and Destroy

Com esse setlist, já dá pra ter uma ideia de como ficou meu pescoço depois do show. Foi em Janeiro de 2010, em Porto Alegre (claro, a rota de shows de metal aqui no sul sempre pula meu estado… o que resta é escolher entre Curitiba e Porto Alegre) e passou rápido demais.

Passou rápido demais, mas cada momento foi intenso. Muitas músicas excelentes, e que não podiam faltar, de álbuns clássicos da banda no setlist. Fiquei muito satisfeito com as escolhas. Claro que podia ter mais, mas se fossem tocar todas as músicas boas da banda, o show acabaria só no dia seguinte…

Apesar de ter entrado não muito cedo (já tinha diversas fileiras de pessoas entre eu e a grade), fiquei num local muito bom: não estava tão longe (dava pra sentir muito bem o calor dos efeitos pirotécnicos), fiquei bem no meio do palco e numa parte sem lama e que era um pouco mais alta, excelente para mim que não sou tão alto e que, pela lei de Murphy, sempre fico atrás de um bando de gigantes cabeludo nos shows. Mas não dessa vez, deu pra ver muito bem o palco inteiro durante o show todo.

Metallica
Geralmente tem uns caras desse tamanho tapando a visão...

Quem abriu o show foi a banda Hibria, iniciando muito bem a noite. Depois de aquecer o pescoço com Metal brasileiro de qualidade, chegou a vez do Metallica. Começar o show com três clássicos do Ride the Lightning já mostrou que o show ia ser animal. The Memory Remains (uma das que mais gosto no Reload) e Fade to Black terminaram a primeira seletiva de clássicos antes da vez das músicas do álbum mais recente, Death Magnetic. Na época, esse álbum tinha saído há pouco mais de 1 ano e muita gente não conhecia muito bem. Uma pena, pois esse álbum ficou demais. Eu queria muito ter ouvido All Nightmare Long no show, mas foi legal ver 4 do Magnetic, intercaladas com Sad But True (que por mim podia ter sido tocada 3 vezes durante o show, uma das minhas preferidas da banda).

Já no meio do show, depois de demonstrarem um pouco do conteúdo do último álbum, meu pescoço já mostrava sinais de cansaço pela batalha sendo enfrentada. Mas foi só ouvir One começando que a energia voltou a 100%. E depois subiu pra 120% quando começou Master of Puppets, dose dupla de clássicos que não podiam ficar de fora. Aí veio Battery (e lá se vai mais um pouco do meu pescoço) para agitar a galera antes do momento calmo e emocionante com o público todo cantando Nothing Else Matters. E fechando essa segunda seleção de clássicos com Enter Sandman, pra fã nenhum botar defeito.

Fechando nada, ainda voltaram para tocar mais 3, como é de costume do Metallica. Nessa hora o pescoço já tinha ido pro saco, mas a melhor parte do BIS foi Seek and Destroy, outra música que dispensa comentários. Por mim, o BIS poderia ter sido diferente (com exceção de Seek and Destroy, que com certeza tem que ser tocada). Mas eu ficaria louco se tocassem Am I Evil e The God That Failed no lugar das outras duas. Depois de tudo isso, ainda pediram pro público cantar parabéns enquanto eles jogavam tortas na cara de algum membro da equipe deles que estava de aniversário. Achei legal, ver eles agindo mais naturalmente passou a impressão de que eles curtiram o show tanto quanto eu.

Hibria (Orgulho Nacional) e Metallica

Mas foi isso, depois do show foi só curtir o encosto do banco do ônibus e passar o dia seguinte tomando relaxante muscular. De todas as lembranças do show (ter conseguido um bom lugar para assistir, sentir o calor do fogo usado no show, e, claro, a emoção de ver Metallica ao vivo tocando clássicos da banda), acho que a dor no pescoço ainda conseguiu ser a mais marcante de todas, toda vez que saio de um show com o pescoço doendo, lembro do Metallica. Mas quem é Metal aguenta, e faria de novo.

Abraço!

*Este texto foi elaborado por um Wikimate e não necessariamente representa as opiniões dos autores do site.

Clique aqui para ver os outros textos do WikiBrother Mauricio Oliveira.

Tags:
Categorias: Opinião