Músicos compartilham lembranças do guitarrista

O Wikimetal coletou depoimentos de importantes nomes da música sobre o guitarrista do Golpe de Estado, Hélcio Aguirra, que faleceu ontem, dia 21, aos 56 anos.

Abaixo, músicos, jornalistas e conhecidos contam lembranças de um dos maiores guitarristas do Brasil.

André Góis – ex-vocalista do Vodu, atual Desaster e locutor da Eldorado FM

“Ainda em choque com a notícia de sua morte, revivo na memória a primeira vez em que o vi ao vivo. A primeira vez em que vi o Harppia. A primeira vez em que vi um show de Rock. Tudo isso junto em um único momento, foi ele junto com mestre Jack Santiago, Marcos Patriota e Zé Henrique que me proporcionaram no palco do Carbono 14 em 1984. A primeira vez em que eu vi uma banda em cima do palco… Obviamente a impressão que eles causaram em mim que tinha dezesseis anos de idade, foi avassaladora. Saí de lá com o sonho de cantar igual ao Jack, de encontrar um parceiro como Hélcio, que tirava riffs incríveis de sua guitarra SG, de calça branca e colete de couro preto, que me lembrava o Tony Iommi. Que eram tudo aquilo que eu queria ser… Por isso chamo Hélcio e Jack de “mestres”, eles ajudaram a mudar a minha vida para melhor. Dizer que perdemos um Herói do nosso Rock and Roll, um músico excelente, um grande profissional, super técnico, bem humorado e um grande cara, um cara muuuuito gente boa, eu nem preciso dizer. Todo mundo sabe disso. Estamos todos tristes e ainda sem entender direito, porque afinal de contas, não sabemos nada desta vida mesmo…”

Antonio Araújo – Korzus

“Hélcio foi inspiração pra todos nós. Além de um músico de qualidade inquestionável, um cara gente finíssima… É uma perda prematura e inesperada. Todo o Rock brasileiro está em choque. Agora devemos celebrar a sua música e a sua vida… E pensar que Jimi Hendrix ganhou mais um parceiro de cordas genial, lá no Céu da guitarra.”

Antonio Pirani – Rock Brigade

“Hélcio Aguirra, além de talentoso músico, com importância fundamental na história na Música Pesada Brasileira (a verdadeira MPB!!!), foi essencial no desenvolvimento na linha de amplificadores Meteoro. Antes dele e deste inovador fabricante, a indústria brasileira apenas engatinhava e foi graças a estes grandes pioneiros que hoje existe tecnologia de ponta disponível por aqui.

Além de terem conquistado todo o território nacional, são exportadores em larga escala, levando a marca MHA para todos os cantos do planeta. Se atualmente o acesso a equipamentos de primeira linha para músicos, casas de espetáculos e escolas de música é amplamente facilitado, isto em boa parte de deve a Hélcio Aguirra e a Meteoro Amplificadores! O Rock e a Música Brasileira ficam mais uma vez órfãos, agora deste grande grande talento e personalidade.

Mais um AMIGO que nos deixa em presença física, mas cuja presença e legado serão ETERNOS! Fique em paz, Hélcio, o som da sua guitarra sempre será ouvido por nós e pelo UNIVERSO afora! A Rock Brigade agradece por tudo que fez por nós!!!”

Cesar Gavin – Vitrola Verde

“Ontem perdi um amigo. Hélcio Aguirra era um músico brilhante! Um guitarrista completo. Se destacou com seus acordes, melodias, dedilhados, solos, riffs e timbres, além de ser o maior conhecedor de amplificadores valvulados no Brasil.

Ele morreu ontem dormindo. Talvez viajando no seu som de guitarra… Por que pra ele e para nós, sempre foi “noite de balada… sorrisos na madrugada!” Sua obra ficará para sempre. Hélcio Aguirra, do Golpe de Estado. Do Harppia. Do Mobilis Stabilis.” (Leia o texto na íntegra)

China Lee – Salário Mínimo

“Hoje tivemos uma das mais tristes notícias de nossa história: o falecimento de nosso amigo/irmão Hélcio Aguirra, guitarrista do Golpe de Estado e um dos fundadores do Harppia. Foram mais de 30 anos de amizade, parceria e de incontáveis histórias juntos. Fica a dor e a saudade de nosso querido irmão, um dos maiores heróis que este país já teve. Nossos sentimentos estão com sua família, fãs, companheiros de banda e amigos. Vai com Deus amigo. Saudades.”

Dick Siebert – Korzus

“Em 17 de dezembro de 1984, abrimos o show do Harppia no Teatro Lira Paulistana. Foi nossa primeira abertura. A dupla Hélcio Aguirra e Marcos Patriota nas guitarras parecia Judas Priest. E desde esta época ficou nosso amigo, participou do CD “Ties Of Blood” em 2004, com solo na faixa Evil Sight. Puta guitar e camarada. Uma grande perda. Que seja lembrado com alegria.”

Felipe Machado – Viper

“Ontem à tarde meu colega Marco Bezzi me enviou uma mensagem com a notícia da morte do Hélcio. Depois entrei na internet e vi: Morreu em casa, dormindo, aos 56 anos. Pelo menos isso. Os deuses do Rock and Roll são mesmo muito brincalhões: O cara que passou a vida nos ajudando a aumentar o volume dos amplificadores até o volume 11, a explodir os alto-falantes Celestion das nossas caixas Marshall, a envenenar os nossos cabeçotes com distorções diabólicas… morreu em silêncio.

O que estaria sonhando o nosso querido Hélcio quando nos deixou? Nunca saberemos. Mas arrisco imaginar que ele estava sonhando com um mundo melhor, onde a música seria levada mais a sério. Um lugar onde as pessoas saberiam valorizar mais um homem que viveu em busca daquele som que não existe, aquele som que só existe na nossa cabeça: o som de um acorde perfeito. Obrigado, Hélcio. “ (Leia o texto na íntegra)

Gastão Moreira – jornalista musical, ex-VJ da MTV Brasil e atualmente apresentador do Heavy Lero

“Desde que vi um show do Harpia nos anos 1980, virei seu fã. Sempre me referia ao Hélcio como o Iommi brasuca pelo seu estilo pesado e riffs poderosos. Foi um dos maiores guitarristas que este país já teve, mas nunca teve o devido reconhecimento. Fora suas qualidades musicais, foi um dos caras mais humildes e gente boa com quem tive o prazer de conversar. Grande figura!”

João Gordo – Ratos de Porão

“O Hélcio sempre fez parte da minha realidade musical, sempre encontrei o cara por aí em shows, na Baratos, em estúdios e posso afirmar que esse era gente fina, sangue bom, um gentleman, um músico excepcional… Que serenamente se foi e vai deixar saudade … Na boa, tanto filho da puta pra “bater as bota” e a vida escala os sangue bom… Descanse em paz cara…”

Junior Rodrigues – Electric Age

“Nós da Electric Age sentimos muito mesmo a perda tão repentina desse metre da guitarra. Tanto no Golpe De Estado quanto no Harppia o Hélcio mostrou a importância e a força do Hard Rock no Brasil inspirando todas as gerações não só do Hard mais do Rock´n’ Roll em geral com sua forma tão iluminada e criativa de tocar cada nota de sua guitarra !
Obrigado Hélcio por ter nos presenteado com toda a sua genialidade musical que está registrada pra sempre nos discos do Golpe e Harppia, paz e conforto nos corações de todos os familiares ! Good Times Are Coming”

Luciano Piantoni – Hard And Heavy

“Nos anos 80, eu estava naquela ‘febre’ de ouvir algo mais extremo, afinal, tinha acabado de descobrir Metallica, Slayer, Destruction e tantos outros. Ouvi falar de uma banda chamada Harppia, e seu disco “A Ferro E A Fogo”. Aquilo soou bem legal. Anos mais tarde, surgiu um tal de Golpe de Estado, foi quando vi uma matéria, ou resenha na Rock Brigade.

Tenho um primo, Alessandro, que adorava os dois primeiros discos, ouvia todos os dias, e cada vez que eu ia a sua casa, ficava prestando atenção nos riffs e no peso (dizia apenas que não curtia muito as letras – natural, para quem estava pirando na onda do Thrash…). Quantas e quantas vezes, passei horas olhando para a capa do disco “Forçando A Barra”, com todos aqueles detalhes. Meu primo foi mais que importante para me influenciar a esse tipo de Rock brasileiro – e não às porcarias que infestavam os anos 80, usando esse título…

Anos mais tarde, vi os caras ao vivo, inúmeras vezes no lendário Aramaçan, em Santo André, cidade onde nasci. Vi o Golpe com todas as formações. Já encontrei com o Hélcio inúmeras vezes em todos esses anos, e normalmente gosto de tirar fotos com meus ídolos, e amigos do Rock. Sei lá qual o motivo, nunca o fiz no caso do Hélcio…

Recentemente, fazendo parte da produção do programa Pegadas de Andreas Kisser, na UOL 89FM, agendamos uma entrevista com o Golpe, que estava lançando seu novo álbum, “Direto Do Fronte”. No mesmo dia, gravamos entrevistas com outros artistas, então as coisas são meio corridas entre as trocas de entrevistas. No final da entrevista do Golpe, pedi ao Hélcio se ele tinha o último CD (já que haviam sorteado alguns kits!) para me dar. Ele olhou numa sacola, procurou no fundo e ficou meio sem graça, pois disse que havia dado todos na rádio, mas que ia deixar um na Galeria do Rock, ou quando me encontrasse. Ele me agradeceu bastante pela entrevista, algo até estranho para um mito como ele. Parece até que ele não tinha noção de sua grandeza!

Encaminhei mais um artista para a entrevista com o Andreas, e quando voltei próximo ao elevador, eles já tinham ido embora. Quando cheguei em casa, deixei uma mensagem agradecendo pela entrevista, e lamentando o fato de não ter tirado uma foto com ele (mais uma vez…)

Ele me agradeceu, disse que deixaria alguns CDs na Die Hard da Galeria, assim como sua nova palheta (que quem me conhece, sabe que coleciono!) Quase na semana do Natal, ele me informou que estava deixando um pacote na loja citada.
Como estava curtindo alguns dias de férias no litoral, assim que voltei, fui até a loja, buscar. No pacote estavam o último trabalho, além dos discos “Zumbi”, “Quarto Golpe” e “Nem Policia Nem bandido”, assim como sua palheta, colocada cuidadosamente dentro de uma das capas.

Agradeci com uma foto no Instagram (claramente honrado por ter sido presenteado por ele!) e ele ainda comentou. Falei mais uma vez de tirar uma foto com ele, já que o admiro bastante. Ele me disse que quando tocasse em SP, ou tivesse que ir à Galeria, me avisaria… Infelizmente isso nunca aconteceu, já que ontem, levei o maior susto ao ver a notícia de sua partida, por meio de uma pessoa muito próxima a ele. Fica aqui a lembrança desse cara que sempre foi um monstro das 6 cordas, e uma pessoa muito agradável. Muito respeito por ele! Descanse em paz, grande Hélcio!”

Luiz Pimentel – Jornalista R7

“Harppia foi um dos shows memoráveis da época áurea do Carbono 14, casa de shows no Bixiga, em São Paulo, onde nos sábados de 1984 e 85 rolava uma matinê Metal, com apresentação de vídeos e shows. Lembro de ter assistido meio hipnotizado ao show deles lá. “A Ferro e Fogo”, EP que virou clássico no Heavy Metal nacional, devia ter acabado de ser lançado.

O Harppia era uma coisa bem Judas Priest, com as guitarras irmãs. Helcio Aguirra tocava pra cacete desde essa época. Se não me engano ele estava com uma SG preta. Se foi em 85, quando o EP foi lançado, ele devia ter seus 27 anos. Pois morreu hoje aos 56. Ou por outra, foi encontrado morto pela irmã, com quem morava. Morreu dormindo.

Deixa a história no Harppia e no Golpe de Estado, onde fez mais sucesso. Mesmo assim, não o devido. Lançou disco recentemente, em 2012, “Direto do Fronte”. Foi importante, deixou legado. Que a família e amigos estejam em paz.” (texto publicado em seu blog)

Luka – UOL 89FM

“Querido, amável e com a capacidade de tirar aquele timbre único! Existem músicos, guitarristas, uns caras gente fina, e o Hélcio Aguirra. Um ser agora, acima do humano.”

Marcelo Rossi – Fotógrafo

“Conheci Hélcio no show de lançamento do disco Zumbi em 94, no Aeroanta. Fiquei encantado com a banda que eu pouco conhecia, Golpe de Estado da qual Hélcio era o guitarrista. Nessa época eu estava descobrindo e fotografando o cenário das bandas paulistas e fiquei mais encantado ainda com o Rock vigoroso e o timbre marcante da guitarra dele. Alguns anos depois fui produtor artístico de uma casa de shows e convidei para uma apresentação o projeto “Electric Funeral”, banda de tributo ao Black Sabbath que o Hélcio tinha paralelamente ao Golpe, e foi um sucesso estrondoso naquela noite, com a casa lotada. Nestes anos todos de amizade, só tenho lembranças gostosas de um cara que além de ser uma inspiração para mim e para muitos como músico, estava sempre pronto para qualquer roubada que a gente inventava, e com aquele sorriso acolhedor no rosto. Um grande músico. Um grande coração. Uma estrela para sempre nessa nossa constelação de talentos do céu de São Paulo.”

Marcos Kleine – Ultraje A Rigor

“Hélcio Aguirra foi um dos primeiros guitarristas de Rock que me chamou a atenção em meados de 85. Tive o prazer de conhecê-lo, além de ótimo músico, era o único na época que consertava amplificadores. Foi um cara que só contribuiu para o Rock nacional, honesto, batalhador. A noite de balada vai ser em sua homenagem.”

Marcus D’ Angelo – Claustrofobia

“Tive a honra de poder conversar pela primeira vez com o Hélcio na Expo Music 2013 e compartilhar os mesmos sentimentos perante ao Rock, a música, e o compromisso com a nossa arte! Foi emocionante essa conversa. Mestre pioneiro, ainda encarava tudo isso como se fosse uma criança, aprendizado total. E ainda ter a aprovação do cara após ele ouvir o som do Claustro foi foda! Era uma pessoa boa, humilde e pessoas assim não merecem sofrer, uma hora todos vão embora desse mundo e ele foi em paz. Viva o Rock, a vida segue… Vamos continuar honrando nossos verdadeiros professores! R.I.P Hélcio Aguirra”

Nando Machado – Wikimetal

“A primeira vez que vi o Hélcio tocando foi no palco da Praça do Rock acho que em 84. O Harppia era uma banda acima da média e foram responsáveis por Salem, a Cidade das Bruxas, um hino para os fãs de Metal da época. Pouco tempo depois ele formou o Golpe, que era a melhor banda de Rock´n Roll dos anos 80. O show deles era foda, tinham o melhor baterista, um baixista preciso, um vocalista muito doido e carismático e na guitarra, o mestre Hélcio Aguirra. Fui em muitos shows do Harppia e do Golpe de Estado, eu era muito fã. O Hélcio além de tocar nessas bandas ainda era o cara que mexia nos amplificadores e depois de um tempo começou a alugar amplis Marshall pra todo mundo que queria tirar um som mais legal nas gravações e nos shows. Tinha também uma super banda de tributo ao Sabbath chamada Electric Funeral, onde ele realmente era o Tony Iommi brasileiro.

Se tivesse nascido nos EUA ou na Europa, Hélcio hoje seria um grande nome da guitarra mundial, teria sua obra muito mais reconhecida e respeitada, disso eu tenho certeza. O Golpe merecia ter explodido no Brasil, o show do Golpe era um acontecimento, Catalau era uma espécie de Mick Jagger e Roger Daltrey num mesmo cara, infelizmente nunca tiveram o seu devido valor reconhecido. A banda botava as outras bandas de Rock da época no chinelo, principalmente as que tocavam no rádio. Noite de Balada é um clássico, uma das melhores músicas do Rock brasileiro em todos os tempos, e o solo, ah, que solo…

Que Hélcio esteja agora fazendo um som com outros grandes ídolos, trocando ideia sobre válvulas com Jimi e Randy, fazendo uma jam com Bonzo, Moonie, The Ox; tocando um Sabbath com o Dio e tantos outros que nos deixaram muito cedo. Um cara sereno, educado, generoso, simples e extremamente talentoso, um mestre em todos os sentidos”

Paulinho Heavy – Vocalista do INOX, Proprietário do Black Jack de 88 a 94 e apresentador do Som Pop na TV Cultura. Paulinho Heavy apresentou Nelson Brito ao Hélcio e produziu o disco 10 anos ao vivo do Golpe de Estado

Por hora, estão suspensas todas as milhares de canjas nos finais de noite, os jogos de futebol na casa do Nando,os rachas no pebolim e nas pistas de autorama, os churrascos, as gravações,as noites de baladas e as risadas em tantas madrugadas, os bebuns nos botecos da vida, os cheese-saladas ao raiar do dia, o medo de barata em comum, as derrotas e tantas vitórias que lutamos juntos desde 1980. Guitarrista de mão cheia e um incansável estudioso em eletrônica, sabia como poucos arrancar timbres maravilhosos de seu equipamento. Como vocalista em milhares de canjas ao seu lado, posso garantir que tocar em um power-trio com ele era contar com uma verdadeira parede sonora. Ao contrário dos milhares de guitarristas estilo datilógrafos ou apostadores de corrida dos dias de hoje, Hélcio Aguirra deixa o legado da humildade, de um músico preocupado com o som feito em grupo, por uma banda. E logicamente, de Rock’n Roll. Sem egolatria ou qualquer tipo de efeitos colaterais. Apenas e tão somente com o pé cravado no overdrive e os Marshalls no talo. Descanse em paz, Helcião !!!! Saudades eternas do irmão de fé

Paulo Thomas (Paulão) – Baterista do Baranga e Kamboja, ex membro fundador das bandas Centúrias e Firebox

“Nas gravações do EP “Última Noite” do Centúrias… Lembro muito bem da força que o Hélcio nos deu… Ele ia praticamente todo dia no estúdio, ajudava a tirar o som da guitarra do Didi.. Na época com 17 anos… O Hélcio já estava detonando no Golpe De Estado… Esse era o grande mestre, ajudava todos com a sua sabedoria e humildade. E além de tocar com uma classe invejável, tirava um som de guitarra maravilhoso, já naquela época com poucos recursos… Saudades bro… E até mais.”

Ricardo Batalha – Roadie Crew

“Pô, que legal! Todos nós reunidos aqui para falar de Rock. Olha, lá está o Nelsão Britto, o Ivan Busic… Também estão ali do lado o Xando Zupo, o Pepe Bueno, o Andreas Kisser, o Thomaz Waldy e a turma toda que frequentava o Black Jack Bar. É, seria legal mesmo, mas nós estávamos no velório do Hélcio Aguirra… Tristes, consternados e lembrando algumas passagens com esta figura lendária que nos deixou. Saiu de cena, mas sua obra será eterna. E falei, falo e continuarei falando que a ‘Salém’ do Harppia é o primeiro hino do Heavy Metal brasileiro e que o Golpe de Estado foi a principal banda de Rock do país em determinada época. Não tenho mais as fitas VHS dos vários shows que filmei do Golpe no Dama-Xoc, Projeto SP, Mambembe, Centro Cultural, mas o YouTube está aí para todos nós revermos a magia da guitarra do Tony Iommi brasileiro. Descanse em paz, Hélcião!”

Roberto Cruz – Chave do Sol

“Helcião!! Como gostava de chamá-lo!! A primeira vez que o conheci foi assistindo ao show do Harppia na Praca do Rock, e fiquei impressionado com o som da banda e a coordenação dos dois guitarristas e o estilo de guitarra que ele tocava, e como ele tocava. Um Guitar Hero Brasileiro, um conhecedor profundo das guitarras e dos amplificadores, ele cobriu todas as áreas e nos deixa um vazio enorme e muitas saudades. A boa noticia e que a sua música é eterna e seu espirito também, é o que acredito! Entao e só esperar que o tempo nos dê o prazer de encontrá-lo em outro plano dimensional no estado espiritual. Valeu Helcião!! Obrigado por tudo, e até mais!! God bless you, and Long Live Rock and Roll!!”

Vinicius – Stay Heavy

“Perdemos mais um herói do Rock nacional… Se hoje existe uma cena brasileira é porque um dia pessoas com a mesma vibração do grande Hélcio resolveram se divertir e criar sua arte. Sua falta será muito sentida!”

Vitão Bonesso – Backstage e baterista do Electric Funeral

“Ainda estou muito abalado… Confuso mesmo. O Hélcio era um cara que eu gostava de conversar, de rir ao ver a cara dele de espanto, quando eu mostrava a ele um novo disco do Black Sabbath e ele dizia: “Caramba, como ele consegue? é tão simples, esse riff, poderia ser meu…”, se referindo a um de seus maiores ídolos, Tony Iommi. Sinto muito orgulho de ter fundado ao lado dele o Electric Funeral, em novembro de 1988, e sinto mais orgulho ainda de ter em seu lugar, um de seus maiores fãs que é o Marcello Schevano. A banda está ai até hoje, e agora, mais do que nunca sei que teremos a benção dele, em continuar a homenagear o Black Sabbath. O que me deixa mais triste é que, depois de um tempo o Helcião deu uma guinada legal na carreira do Golpe de Estado. Ele sempre acreditou, e sempre que nós conversávamos, ele se mostrava um tanto deprimido, mas esperançoso em relação ao futuro da banda. Ele conseguiu, e vibrei demais com isso… mas ele se foi. Repito, estou bastante abalado, pois perdi um irmão, que estará sempre em meu coração.”

Walcir Chalas – Woodstock Discos

“O Hélcio Aguirra falou muito alto e em bom som tudo o que eu teria para falar sobre ele. Será cultuado como um dos heróis da guitarra do Brasil!”

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