Muitos mercados têm sofrido com as consequências da pandemia e com o estado geral do mundo atual, mas a Fender está se saindo bem.

Segunda uma matéria do The New York Times, a empresa tem tido resultados interessantes. De acordo com a publicação, as vendas de guitarras estão aumentando por conta da chamada “geração Z”, que está aproveitando a quarentena para aprender a tocar o instrumento como hobby e/ou terapia.

A notícia surpreende, já que em 2018 a Gibson entrou com um pedido de falência após quase 120 anos no mercado. O boom é uma consequência do isolamento social, mas muitos profissionais não esperavam que a força seria tão grande.

“Eu nunca teria conseguido prever que estaríamos lidando com um ano de recordes. E nós quebramos tantos recordes em 2020”, disse o chefe executivo da Fender, Andy Mooney, para o New York Times. “Será o maior ano de volume de vendas na história da Fender, com dias de recordes de crescimento de dois dígitos, vendas de e-commerce e vendas de equipamento para iniciantes no assunto.”

Mas o resultado não foi apenas orgânico. A Fender aproveitou o interesse dos jovens em aprender a tocar e investiu em seu aplicativo de aulas online intitulado Fender Play. A ferramenta teve um salto de 150 mil usuários para quase um milhão entre o fim de março até o fim de junho.

Além da geração Z, mulheres também são as responsáveis pelo boom. Segundo informações da matéria, elas representavam 30% do público antes da pandemia e agora subiram para 45%.

“Em um mundo de aceleração digital, o tempo sempre é seu inimigo. De repente, o tempo se tornou seu amigo”, resumiu perfeitamente o chefe executivo da Gibson, James Curleigh.

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