Mary fala da relação de Scott com os filhos

A ex-esposa de Scott Weiland, Mary Weiland escreveu uma carta emocional para a Rolling Stone à respeito da morte do vocalista, que aconteceu no último dia 3.

A causa da morte do músico ainda não foi divulgada, mas Weiland era famoso por um histórico de vício e abuso de álcool e drogas.

Confira a carta de Mary Weiland na íntegra:

“Dia 3 de Dezembro não foi o dia em que Scott Weiland morreu. É o dia oficial que o público usará para ficar em luto por ele, e foi o último dia em que ele teve a oportunidade de aparecer na frente de um microfone para o benefício financeiro de alguns e divertimento de outros. A enorme quantidade de mensagens de condolências e rezas oferecidas às crianças, Noah e Lucy, foi inesperada, apreciada e muito confortante. Mas a verdade é que, como muitas outras crianças, eles perderem seu pai há anos. O que eles realmente perderam no dia 3 foi a esperança.

Mesmo após o meu término com Scott, eu passei incontáveis horas tentando acalmar suas crises de paranoia, colocando ele no banho e enchendo ele de café, só para que ele pudesse aparecer no show de talentos da Noah ou no musical de Lucy. Estes breves encontros foram minhas tentativas de dar às crianças um sentimento de normalidade em relação ao seu pai. Mas qualquer coisa mais longa que isso acabava em algo assustador e desconfortável para eles. Ter passado tantos anos aprofundada nas doenças de Scott me levou à depressão; em um momento eu até fui erroneamente diagnosticada como bipolar. Eu tinha medo que isso aconteceria com as crianças. Havia tempos que o Serviço de Proteção Infantil não deixava que eles ficassem juntos sozinhos.

Noah e Lucy nunca buscaram perfeição de seu pai. Eles só continuavam esperando algum esforço. Se você é um pai que não está dando o seu melhor, tudo que todos pedem é que você apenas tente um pouco mais e não desista. Progresso, e não perfeição é o que as crianças esperam. Nossa esperança em Scott morreu, mas ainda há esperanças para outros. Vamos fazer com que pela primeira vez sua morte não seja glorificada como o Rock n’ Roll e seus demônios, que, aliás, não tem nada a ver com isso. Deixe de lado a camiseta escrito 1967-2015 – ao invés disso, use o dinheiro para levar uma criança a um jogo, ou para tomar um sorvete”.

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