Talvez a coisa mais legal de todas tenha sido me aproximar ainda mais de pessoas que compartilham desta paixão única que é o Heavy Metal.”

 

Por Eduardo Bianchi Rolim, criador do Minuto HM

Minha história com o rock começou, como em muitos casos, pelas influências das músicas que tocavam em casa. De um lado, minha mãe ouvindo muito Fabio Júnior, Roberto Carlos e Jovem Guarda. Do lado do pai, os discos principalmente dos Beatles. Apesar de até ter uma divisão, o Fab Four era a banda mais tocada em casa, mesmo. Neste link aqui, uma foto minha feliz ouvindo a banda de Liverpool…

Em 1986, aos quatro anos de idade, meu pai gravou uma fita k7 com algumas músicas dos Beatles, principalmente do que é conhecido como “primeira fase” da banda, ou a fase “love”. E ter uma fita, para mim, era o máximo: eu a ouvi à exaustão!

Com o passar dos anos, fui de maneira bem lenta ouvindo outras músicas, ainda influenciado pelo que meu pai ouvia em casa ou nas rádios da cidade de São Paulo, principalmente a extinta Rádio Rock (89.1 FM). Rolling Stones foi talvez a segunda banda que mais ouvi até meus oito, nove anos. No início da década de 90, descobri o Queen e aquela grande banda que era o Guns N’ Roses e logo me apaixonei por elas, tendo ganhado, nesta época, meu primeiro CD da vida, o Use Your Illusion 2. O auge do grunge pouco influenciou meu gosto, sendo que eu confundia aquelas duas músicas, Smells Like Teen Spirit e The Unforgiven, que tocavam na Rádio Rock, achando que a primeira era o tal MetallicA e a segunda, o Nirvana. Também, ali, me recordo de ter ido às Lojas Americanas do novo Shopping Penha da cidade e ter amolado meu pai para a compra do duplo The Wall, muito caro na época, história esta que conto em mais detalhes aqui.

Outro episódio que me lembro desta época foi um domingo à tarde em que, na casa de um ex-vizinho, estava jogando pingue-pongue com os amigos da rua com um rádio tocando músicas do Legião Urbana e do Iron Maiden. Do lado A, o grupo nacional e, do lado B, a Donzela de Ferro. Pedi a fita para fazer uma cópia e entender o que era aquela banda do lado B, já que nunca tive qualquer apreço pela banda do país. Mas o Iron Maiden não foi uma banda que eu gostei imediatamente.

Em 1993, fui ao meu primeiro grande show, do Paul McCartney, sobre o qual conto a história aqui. Já em 1995, fui ao chuvoso (e extinto) Hollywood Rock, na noite dos Rolling Stones. Nesta época, minha paixão pelo MetallicA se intensificou bastante e o Iron Maiden já era uma banda que eu gostava. Ouvi um pouco de Oasis, gostei do (What’s The Story) Morning Glory, mas não dei sequência. Me recordo que ganhei / comprei por ali meu Black Album, descobri o Kiss pelo Alive III e logo parti para o …And Justice For All. Este foi o “turning point” para o heavy metal de vez.

Em meados de 1997, através de um amigo do colégio, comecei também a ouvir muito Iron Maiden. O A Real Live One passou a ficar fixo no meu discman. Vi o show do Iron Maiden em 1998 em São Paulo e realizei meu sonho de ver o MetallicA em 1999, como conto aqui. Foi então que realmente descobri como era bom assistir shows ao-vivo, mesmo que tais bandas não estivessem em, digamos, seus melhores momentos. Ainda em 1999, pude ver pela primeira vez o Bruce Dickinson e o Kiss, em um enorme sacrifício financeiro – mal sabia eu que isso passaria a ser uma rotina em minha vida.

No ano 2000, fiz amizade com outro amigo na faculdade, também apaixonado por metal e com gosto muito parecido com o meu. Começamos a frequentar muitos shows a partir de então e minha coleção de discos e qualquer item relacionado a metal aumentou exponencialmente.

Já entre 2004-2005, conheci outra pessoa muito importante para minha “formação” musical no trabalho e, através dela, aprendi muito, além de poder ter sido apresentado a outras pessoas, de outros estados, que são verdadeiras enciclopédias-vivas do nosso estilo tão amado. Ali criamos um listing de e-mail, no qual falávamos de notícias e discutíamos sobre tudo do gênero. Quando nos esbarrávamos pelos corredores no trabalho, esta pessoa e eu falávamos: “tem um minutinho aí, para falarmos de metal? Um Minuto HM?” – e foi aí que passei a usar “Minuto HM” em todos os e-mails que eram enviados para o listing…

Os e-mails eram muito legais e principalmente o conteúdo trocado era muito bom para ficar “apenas” ali, meio desorganizado e se “perdendo”. Em 2009, tive a ideia de criar um blog com o simples intuito de “organizar” e “categorizar” o que trocávamos pelos e-mails. Nascia, assim, o Minuto HM.

Desde então, o blog me proporcionou centenas de coisas legais, tanto em termos de shows, quanto em conhecimento, tecnologia, enfim, há muitos ganhos indiretos, inclusive. Mas talvez a coisa mais legal de todas tenha sido conhecer e/ou me aproximar ainda mais de pessoas que compartilham desta paixão única que é o heavy metal.

 

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