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Em resposta a recente entrevista com Tony Iommi, o baterista fundador do Black Sabbath postou uma longa declaração em seu Facebook pessoal. Ward diz ter sentido a necessidade de responder Iommi, que disse na semana passada que Bill Ward não saberia quão dura a turnê teria sido para ele:

“Novamente eu me vejo na posição de ter que defender minhas ações desde 2011 até hoje.

Os comentários de Tony Iommi e alguns comentários de Ozzy continuam sendo declarações incorretas, que acabam colocando a culpa em mim, como pessoa e como músico.

Eu discordo totalmente de seus comentários. O que eles acreditam é completamente o oposto do que eu passei, especialmente em 2011 quando ninguém falou comigo sobre estar alarmado com meu estado de saúde. Se o que fizeram foi guardar isso para eles mesmos em 2011 e não falaram como falam agora, isso foi um erro.

Como eles podem julgar que eu não consigo fazer uma turnê quando estávamos trabalhando em um álbum? Como eu posso ser julgado em 2011 por problemas de saúde que não existiam ou que poderiam arriscar uma turnê longa? Eles sabem muito bem como eu me preparo para turnês. Eu não sabia que eu estava sendo julgado por isso em 2011, se isso realmente for verdade.

O comentário de Tony (que eu presumo que tenha sido sobre eu fazer turnês) foi ‘eu não acho que ele entende quão difícil isso seria para ele’.

Como ele pode dizer isso? Eu sei o que é fazer turnês. Eu ajudei a moldar o que é tocar Metal no início e ainda hoje. Que coisa mais humilhante e egocêntrica para o Tony dizer. Que coisa incorreta.

Eu já toquei todos os Ozzfests e turnês do Sabbath depois da reunião. Tenham em mente, eles fizeram uma turnê sem mim antes, só para saber se ia dar certo sem mim.

Eu sinto muito por dizer isso e não quero soar malvado, mas foi o medo e desconfiança deles que quiseram colocar um baterista back-up no palco na reunião e outras turnês. Eu fiquei triste que eles fizeram isso mas eu entendi que eles queriam. Eu continuei com meu trabalho. Nunca que um back-up foi necessário e não, eu não validei os medos deles.

Eu perdi uma turnê Europeia depois do meu único ataque do coração em 98. Eu entendo que o Black Sabbath queria proteger seus interesses para não prejudicar compromissos futuros com os fãs, produtoras e todo o resto envolvido.

Ozzy disse ‘a coisa mais triste é que Bill precisava aceitar isso’. Aceitar o que em 2011? O que era para eu aceitar? Quando eu me senti animado, confiante e forte? Aceitar que eu não quero, que estou doente e não consigo? Isso não existia em mim e até hoje não existe. Eu não tinha nada para aceitar, nada para confessar. O fato de Ozzy reagir com tristeza me diz que ele já tinha seu próprio julgamento de mim. E isso é triste de saber.

Tony disse ‘é bobo porque não era nada’. Eu tenho que confrontar isso. Eu não posso deixar isso passar por minha vida, a vida da minha família e todos os que foram afetados pelo fracasso da banda original.

Foi uma coisa sim. Significou muito para muitas pessoas, inclusive para mim. Sempre será algo e sempre será algo parecido com a verdade. Dizer que não é nada é desonrar a credibilidade dos fãs e insulta o coração do que estamos aqui para, o Black Sabbath.

Eu terei a minha experiência sobre o período de 2011 e Tony e Ozzy terão a deles. E para mim é muito claro que elas são completamente opostas.

Eu não vou esquecer a última ligação de Ozzy no dia 23 de Janeiro ou algo assim, perguntando quando eu chegaria para começar os ensaios. Porque ele falaria isso se meu nível de performance de 2011 já tinha sido julgado?

Eu fico triste pela perda da amizade de Ozzy.

Eu fico triste pela perda da amizade de Tony.

Finalmente, e eu defendi isso muitas vezes, eu não poderia tocar um show só ou alguns shows com um baterista back-up. Fazer um show só me deixaria numa posição elitista e eu não posso fazer isso com os outros fãs que não puderam ver este show.

Eu me sinto honrado por ter feito parte do Black Sabbath e por ter tocado com Tony Iommi, Ozzy Osbourne e Geezer Butler. Vida Longa ao Black Sabbath”

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