Mark Chapman matou o ex-Beatle em 1980 e cumpre prisão perpétua

Mark Chapman, homem que matou John Lennon em 1980, se apresentou em frente a um grupo de juízes em agosto desse ano e segundo a transcrição de seu depoimento, ele se “sente mais vergonha a cada ano que passa” pelo o que fez.

“Mais de trinta anos atrás, quando fiz o que eu fiz, não posso dizer que sentia vergonha. Agora, eu sei o que é isso (…) Vergonha é o que me faz querer cobrir o rosto todos os dias e faz com que eu não queira pedir nada a ninguém”, ele disse segundo a transcrição divulgada pela Associated Press esse mês.

Chapman disse que, no dia em que matou Lennon do lado de fora do apartamento do músico, em Nova York, chegou a pensar em desistir do ato. “Eu já tinha ido longe demais para voltar atrás. Cheguei a pensar: ‘Mark, ele assinou o seu disco, você está com o autógrafo na sua mão, só vá para casa’. Não tinha jeito de eu simplesmente ir embora, no entanto”, completou.

Ele ainda revelou que buscava apenas notoriedade e carregou o revólver com mais balas do que precisaria, pois “queria ter certeza que ele estava morto e não sofresse”.

Após ouvir seu depoimento, os juízes decidiram não liberar Chapman pela gravidade de seu crise. Eles também citaram que ele poderia sofrer um ato de violência caso seja solto pela notoriedade do crime. Ele poderá entrar com o pedido de liberdade condicional novamente em agosto de 2020.

LEIA TAMBÉM: Paul McCartney lança versões inéditas de faixa inspirada em John Lennon

Confira mais notícias sobre: